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Brasileiro

Coxa aposta nos especialistas em Flamengo

Com passagem pela Gávea, Marcelinho, Ney Franco e Jaílton dão dicas de como derrotar o Fla, hoje, no Maracanã

Ney Franco chegou primeiro, ficou no Flamengo por 14 meses, on­­de foi campeão da Copa do Brasil, da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca. Fracassou na Libertadores. Por isso saiu na metade de 2007, quando já havia indicado a contratação de Jaílton.

Nos dois anos em que o volante esteve na Gávea – se transferiu em dezembro do ano passado para o Fluminense e, logo depois, para o Coritiba – agradou aos treinadores, mas nunca caiu no gosto da torcida e nem dos dirigentes rubro-negros.

Marcelinho Paraíba foi quem menos durou no Rubro-Negro: sete meses. Chegou em agosto de 2008, começou bem, marcando gols enquanto estava com os salários em dia, mas caiu de rendimento quando parou de receber. For­­çou a saída para vir à capital paranaense.

As experiências dos três personagens coxas-brancas em suas passagens pela Gávea, mesmo que diferentes, formarão a base da estratégia do Coritiba para tentar recuperar fora de casa os dois pontos perdidos para Corinthians no Couto Pereira.

Quando o Alviverde entrar em campo no Maracanã, hoje, às 18h30, estará muito bem orientado em como se comportar diante do time carioca e, principalmente, da torcida rubro-negra. Para os ex-flamenguistas, muito da partida será decidida nas arquibancadas do Maracanã.

"O Flamengo é sempre perigoso quando joga em casa. A torcida faz a diferença no Maracanã e vem apoiando o time depois da recuperação no Brasileiro. Eles vão pressionar no começo e, se passarmos disso, podemos explorar os espaços encaixando contra-ataques rápidos", sugere Jaílton.

Já Ney Franco prefere tentar, primeiro, fazer as arquibancadas do estádio "mudarem de lado". Para isso aposta em um gol logo no começo da partida. Ano passado, o Coxa quase conseguiu impor essa estratégia. Teve boas chances en­­quanto o jogo estava 0 a 0, desperdiçou e acabou levando 5 a 0 – placar devolvido no primeiro turno do atual campeonato, no Couto Pereira.

"Se a equipe estiver bem, a torcida do Flamengo tem um comportamento positivo, mas se o time não corresponder, ela pega no pé. Temos de saber explorar isso e tentar fazer um gol no começo", afirmou o técnico, que tenta também quebrar uma marca pessoal: ele nunca venceu o Flamengo como treinador. "Foram muitos empates que me lembro, poucas derrotas. Mas espero que seja agora que isso caia."

Dessa vez, em jogo tão emocional, os aspectos técnicos sobraram para o capitão da equipe, Marce­­li­­nho Paraíba. Motivado por enfrentar o ex-clube pela primeira vez (estava suspenso no primeiro turno, o jogador admite o poder da torcida, mas afirma que, para vencer, é preciso bem mais do que deixá-la nervosa.

"Temos de ter muita atenção com o Pet e explorar os espaços que o Léo Moura deixa quando avança", alertou.

Ao vivo

Flamengo x Coritiba, às 18 h30, no PFC e no tempo real da Gazeta do Povo (www.gazetadopovo.com.br/esportes).

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Veja ficha técnica do jogo

No Rio de Janeiro

Flamengo

Bruno; Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Everton; Aírton, Maldonado, Fierro (Willians) e Petkovic; Denis Marques e Adriano.

Técnico: Andrade.

Coritiba

Édson Bastos, Rodrigo Heffner, Jéci, Dirceu, Renatinho, Leandro Donizete, Jaílton, Pedro Ken, Carlinhos Paraíba, Marcelinho Paraíba e Ariel.

Técnico: Ney Franco.

Estádio: Maracanã. Horário: 18h30. Ár­­bitro: Wilton Pereira Sampaio (DF). Assis­­ten­­tes: Ênio Ferreira de Carvalho (DF) e César Augusto de Oliveira Vaz (DF).

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