Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Brasileiro

Coxa pega o Cruzeiro com René na parede

Sexta partida sem vitória e volta à ZR aumentam a pressão pela saída do técnico. Campanha atual é pior que a do ano do rebaixamento

René Simões tem o apoio da presidência e do departamento de futebol, mas já não é unanimidade no G9 | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
René Simões tem o apoio da presidência e do departamento de futebol, mas já não é unanimidade no G9 (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

Não existe mais discurso ou desculpas aceitáveis no Alto da Gló­ria. As vitórias desapareceram há seis jogos, período em que o time somou três pontos e voltou à zona de rebaixamento. A derrota e o mau futebol contra o Santos, em Cascavel, fixaram a tênue linha que determinará a demissão ou permanência de René Simões na partida de do­­mingo, contra o Cruzeiro, às 18h30, no Couto Pereira. Qual­­quer resultado que não seja a vitória deverá resultar na saída do treinador.

O discurso oficial de apoio ao técnico sustenta-se principalmente pela opinião do comando do futebol e da presidência. Porém, no grupo gestor do Cori­­tiba começam a crescer opiniões de que o time está precisando de um fato novo para se recuperar na competição. Algo que, para alguns, deveria ser feito o mais rápido possível.

Ontem, teria sido feita uma espécie de consulta informal via telefone a vários diretores do clube. Alguns nomes como Nel­­si­­nho Baptista e Vágner Mancini chegaram a ser comentados co­mo um plano B. Mesmo com os resultados ruins, a demissão de René só não ocorreu ainda pela identificação que ele tem com o clube e pelo trabalho do dia a dia, considerado bom pelos dirigentes, mas sem o reflexo esperado nos resultados.

"Todo mundo pede atitudes diferentes, e quando temos atitudes diferentes (manter o treinador) todos começam a pedir pa­ra sermos iguais", afirma o co­­ordenador de futebol, Felipe Xime­nes, uma dos defenderes da permanência do técnico. "Se vo­­cê olhar na zona de rebaixamento, antes de nós entrarmos, Sport, Atlético, Náutico e Flumi­nense já trocaram de técnico três vezes nesse campeonato. Já o Avaí e o Botafogo mantiveram seus treinadores e conseguiram dar uma arrancada."

Antes de o Alviverde conseguir seguir esse exemplo, contudo, o desempenho é preocupante. Os números atuais são piores até do que os de 2005, ano em que o clube foi rebaixado à Se­­gunda Divisão. Na época, na mesma 17.ª rodada, o time do Alto da Glória tinha 22 pontos e ocupava a parte intermediária da tabela. Com seis vitórias, quatro empates e sete derrotas, era o 14.º colocado, com um aproveitamento de 43,1%. Com 22 clubes no torneio, a zona de rebaixamento começava na 19.ª posição.

Ontem, ocupava o 17.º lugar até o fechamento desta edição – se o Sport vencesse o Fluminense, no Rio, o Alviverde cairia mais uma posição –, com 16 pontos conseguidos em quatro vitórias, quatro empates e nove derrotas. O aproveitamento: apenas 31,4%.

Na última vez que o clube frequentou a zona de rebaixamento neste Brasileirão – e não dava perspectivas de melhora – o Conselho Deliberativo fez uma tentativa de intervir no departamento de futebol alviverde, com a criação de uma comissão para fiscalizar o setor. Na ocasião, a vitória por 5 a 0 diante do Fla­­mengo, no dia anterior à reunião extraordinária, esfriou os ânimos dos conselheiros.

Desta vez, o conselho é mais comedido e prefere esperar um pouco mais para tomar alguma atitude. "Não faz parte dos meus planos imediatos criar a comissão", afirma o presidente do Conselho Deliberativo, Tico Fon­toura.

* * * * *

Interatividade

Quem é o maior culpado pelo retorno do Coritiba à ZR: o técnico René Simões, os jogadores ou a diretoria coxa-branca?

Envie sua resposta para arquibancada@gazetadopovo.com.br

As cartas selecionadas serão publicadas na Gazeta Esportiva.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.