
- Coritiba perde o "jogo da gripe" e entra na ZR
- René perde Pedro Ken, ganha Jeci e Marcos Aurélio, mas pode ficar sem Donizete
- Coritiba x Cruzeiro: Ingressos à venda
- Agente de Marcelinho Paraíba volta do exterior com proposta para o meia
- René Simões: "Não sei o que dizer, neste momento tem que dar a cara para bater"
Não existe mais discurso ou desculpas aceitáveis no Alto da Glória. As vitórias desapareceram há seis jogos, período em que o time somou três pontos e voltou à zona de rebaixamento. A derrota e o mau futebol contra o Santos, em Cascavel, fixaram a tênue linha que determinará a demissão ou permanência de René Simões na partida de domingo, contra o Cruzeiro, às 18h30, no Couto Pereira. Qualquer resultado que não seja a vitória deverá resultar na saída do treinador.
O discurso oficial de apoio ao técnico sustenta-se principalmente pela opinião do comando do futebol e da presidência. Porém, no grupo gestor do Coritiba começam a crescer opiniões de que o time está precisando de um fato novo para se recuperar na competição. Algo que, para alguns, deveria ser feito o mais rápido possível.
Ontem, teria sido feita uma espécie de consulta informal via telefone a vários diretores do clube. Alguns nomes como Nelsinho Baptista e Vágner Mancini chegaram a ser comentados como um plano B. Mesmo com os resultados ruins, a demissão de René só não ocorreu ainda pela identificação que ele tem com o clube e pelo trabalho do dia a dia, considerado bom pelos dirigentes, mas sem o reflexo esperado nos resultados.
"Todo mundo pede atitudes diferentes, e quando temos atitudes diferentes (manter o treinador) todos começam a pedir para sermos iguais", afirma o coordenador de futebol, Felipe Ximenes, uma dos defenderes da permanência do técnico. "Se você olhar na zona de rebaixamento, antes de nós entrarmos, Sport, Atlético, Náutico e Fluminense já trocaram de técnico três vezes nesse campeonato. Já o Avaí e o Botafogo mantiveram seus treinadores e conseguiram dar uma arrancada."
Antes de o Alviverde conseguir seguir esse exemplo, contudo, o desempenho é preocupante. Os números atuais são piores até do que os de 2005, ano em que o clube foi rebaixado à Segunda Divisão. Na época, na mesma 17.ª rodada, o time do Alto da Glória tinha 22 pontos e ocupava a parte intermediária da tabela. Com seis vitórias, quatro empates e sete derrotas, era o 14.º colocado, com um aproveitamento de 43,1%. Com 22 clubes no torneio, a zona de rebaixamento começava na 19.ª posição.
Ontem, ocupava o 17.º lugar até o fechamento desta edição se o Sport vencesse o Fluminense, no Rio, o Alviverde cairia mais uma posição , com 16 pontos conseguidos em quatro vitórias, quatro empates e nove derrotas. O aproveitamento: apenas 31,4%.
Na última vez que o clube frequentou a zona de rebaixamento neste Brasileirão e não dava perspectivas de melhora o Conselho Deliberativo fez uma tentativa de intervir no departamento de futebol alviverde, com a criação de uma comissão para fiscalizar o setor. Na ocasião, a vitória por 5 a 0 diante do Flamengo, no dia anterior à reunião extraordinária, esfriou os ânimos dos conselheiros.
Desta vez, o conselho é mais comedido e prefere esperar um pouco mais para tomar alguma atitude. "Não faz parte dos meus planos imediatos criar a comissão", afirma o presidente do Conselho Deliberativo, Tico Fontoura.
* * * * *
Interatividade
Quem é o maior culpado pelo retorno do Coritiba à ZR: o técnico René Simões, os jogadores ou a diretoria coxa-branca?
Envie sua resposta para arquibancada@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Gazeta Esportiva.







