
A política atleticana de não priorizar campeonatos é apontada agora como a principal responsável pela carência física de Paulo Baier, 36 anos.
Assim como no jogo com o Flamengo, o centésimo do meia pelo clube, o "maestro" possivelmente ficará ainda mais duas semanas no banco de reservas reflexo de um trabalho para recuperar a força muscular.
Desgastado, o jogador deve continuar sendo poupado contra o Figueirense, domingo, e Bahia, na sexta rodada. Na conta elevada desse "desfalque" entra a disputa do Estadual.
Na atual temporada, Baier disputou 26 jogos, marcando 13 gols. O número é tido como elevado para um veterano, especialmente se comparado com os do ano passado quando, no mesmo período, foram 19 partidas e cinco gols.
"Como ele só jogava e se recuperava, a questão de treinamento ficou complicada. Claro que pesa a idade também, ele não é mais um garoto. Agora estamos trabalhando para que possa voltar a se sentir bem nos jogos e melhorar o seu desempenho", afirma o preparador físico do Rubro-Negro, José Mario Campeiz.
De acordo com o ex-coordenador da área Carlinhos Neves, o trabalho não tem senões: foi feito com cuidado para que o camisa 10 tivesse o melhor rendimento. "Preservamos ele bastante nos treinos. Ele participava, mas com uma intensidade e uma duração menor do que os outros", contou, não querendo comentar muito por ter deixado o clube há pouco tempo.
Como Baier jogou mais nos primeiros cinco meses do ano, a conta acabou sendo cobrada neste início de Brasileiro. No entanto, de acordo com Campeiz, não havia como poupá-lo durante o regional.
"Quando nós chegamos [ele e o técnico Adilson Batista], estávamos cinco pontos atrás do Coritiba. Até o clássico nós tínhamos esperança de reverter. Um atleta imprescindível como ele, capitão, goleador, não tem como justificar tirá-lo de uma competição importante também para preservar outra", afirma. "Foi isso que aconteceu. Nós estamos priorizando todas as competições", argumentou.
Segundo diz ele, serão aproveitados os próximos 15 dias, os últimos sem jogos no meio de semana, para que o capitão faça um trabalho diferenciado de força, com musculação e exercícios no campo. No entanto, o atleta também deve ser poupado quando começar a maratona do Brasileiro, entre o fim de julho e setembro. "Quando começarem os jogos de quarta e domingo, não só ele, mas outros atletas poderão ter um revezamento", afirma o preparador.



