
O técnico Ricardo Drubscky bateu o pé e quase implorou para continuar no comando do Atlético nesta Série B. O pedido especial à diretoria atleticana foi ouvido e, até segunda ordem, ele é o treinador de fato. Aliás, o mineiro coleciona argumentos para ganhar o respeito até do torcedor mais desconfiado. Com quatro vitórias consecutivas, ele recolocou o time nos trilhos, projetando um novo segundo turno para o Rubro-Negro, que já se lança como pretendente a entrar no G4 está a apenas dois pontos do São Caetano, que fecha o grupo.
Com um time formado essencialmente pelo antecessor Jorginho, Drubscky preferiu não mudar muito e dar continuidade ao que estava sendo feito. Deu certo. Mas, mesmo assim, o técnico mesmo garante que houve uma melhora no desempenho dos comandados, especialmente nas últimas quatro partidas. Mérito, segundo ele, dos jogadores.
"[O time] evoluiu muito. A nossa comissão encontrou um grupo com muita energia para trabalhar. E só nós que estamos ali no dia a dia que vemos o quanto os jogadores brigam, demonstrando isso em campo [hoje], exatamente num clássico", disse ele, dividindo as honras.
Só que apesar de elogiar os atletas, o "professor" Drubscky não perdeu a oportunidade para fazer cobranças, principalmente no quesito finalizações. É nisso que o Furacão tem pecado mais e deixado os jogos com aquele clima de tensão para o torcedor. Não por acaso que nos últimos três duelos só conseguiu ganhar com a vantagem mínima 1 a 0 contra ASA e Criciúma e o 2 a 1 de ontem sobre o Paraná.
"A falta de gols me deixa um pouco preocupado. Mas isso vem com tempo e trabalho. Hoje [ontem] poderíamos ter matado o jogo. Tivemos uns cinco ou seis lances de contra-ataque e, se tivéssemos sido um pouco mais tranquilos, poderíamos ter matado o jogo e ter tido menos sofrimento", explicou.
Até por essa razão foi cauteloso a qualificar a atuação do Atlético na partida da Vila Capanema. Segundo ele, faltou apenas mais atenção durante os 90 minutos. "Não vou classificar a partida como perfeita. Recuamos e sofremos um pouco. Hoje [ontem] não foi o jogo que desenhamos. Para isso, precisamos ter o domínio o jogo inteiro", completou Drubscky.



