
O Coritiba prevê um 2013 de obras e um 2014 de inaugurações. É no ano da Copa do Mundo que o clube pretende ver funcionando o reformado setor da Mauá, no Couto Pereira, e o CT de Campina Grande do Sul. Os dois empreendimentos estão em fase de aprovação de projeto no poder público e devem começar a ganhar forma ao longo da próxima temporada.
A reta da Mauá está em estágio mais avançado. Projeto arquitetônico pronto, o clube aguarda a aprovação e concessão do alvará para a obra na prefeitura. A projeção é que o trâmite seja concluído até o fim de fevereiro. A partir daí, será aberta uma licitação de valor fechado para determinar quem executará a obra, a ser gerenciada por uma sociedade de propósito específico ligada ao Coxa.
Paralelamente, o clube iniciará a venda dos espaços do novo setor, de onde espera tirar todo o custo da obra, ainda não revelado. O prazo de execução é de 10 a 12 meses. Ou seja, a Mauá ficará pronta para o início da temporada 2014. Segundo o presidente Vilson Ribeiro de Andrade, em dois anos o Coritiba recupera o valor investido. A partir do terceiro ano, a estimativa, segundo o dirigente, é de uma receita de R$ 10 milhões com o novo setor.
"Precisamos melhorar o Couto. Nos próximos cinco anos, quem não tiver estádio moderno vai ficar para trás. O Couto abre de 32 a 36 vezes por ano. Se não tiver outras opções de uso, vai ficar no prejuízo sempre", projeta Vilson.
As melhorias no Alto da Glória não afastam a ideia de construir um novo estádio. A OAS, por exemplo, revelou manter estudos de viabilidade para erguer uma arena para o clube nos moldes da que fez para o Grêmio. O modelo de negócio com 35% das receitas da praça de esportes entregues à construtora por 20 anos , porém, não atrai o Coritiba.
"O ideal é um novo estádio e o Couto é uma moeda importante, está numa região valorizada. Mas precisamos de um projeto extremamente equilibrado, que seja bom para o clube e o parceiro não perca dinheiro", diz o dirigente.
"Moeda importante" é um termo usado também para o CT da Graciosa. Da sua venda sairá o dinheiro para pagar o novo CT, em Campina Grande do Sul. Neste caso, o clube também aguarda o aval do poder público. Primeiro da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, por a construção ser em uma área de manancial, depois da prefeitura de Campina Grande do Sul.
Em 2013 o clube pretende começar a preparar os campos e a estrutura física básica para treinamento. Somente esta primeira etapa consumirá R$ 9 milhões, que o Coritiba espera captar com financiamento, ações com os sócios e venda de pedaços de um painel do futuro CT que levará o nome dos torcedores. Assim que ficar pronto, o clube muda os treinos para Campina Grande do Sul. Os outros R$ 16 milhões para erguer as demais instalações sairão da venda do CT da Graciosa, uma área de 75 mil metros quadrados em uma região com o metro quadrado avaliado em R$ 600.
Até a conclusão da obra, o Coxa manterá parte das categorias de base no CT Sportsville, em Quatro Barras. O espaço já é usado há dois anos, mas agora o clube assumiu a responsabilidade de realizar melhorias no local em troca de um abatimento no aluguel.
"Se já estivesse tudo pronto, nem precisaríamos fazer a pré-temporada do profissional em Foz", disse Vilson. "Tenho o sonho de concluir meu mandato [em 2014] com o Couto arrumado e o novo CT funcionando", finalizou o presidente.




