Candidato à presidência da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Ari Vatanen decidiu comentar o escândalo da Renault na Fórmula 1. Segundo o ex-piloto, a equipe francesa não deveria ser banida do esporte devido à confissão de Nelsinho Piquet sobre o chefe da equipe, Flavio Briatore, ter pedido que ele forjasse uma batida no GP de Cingapura de 2008. Porém, Vatanen criticou que o então presidente da FIA, Max Mosley, tenha permitido que o piloto brasileiro recebesse imunidade por ter colaborado com o caso.
"O sistema de imunidade é muito periogoso. Acho que todas as pessoas devem enfrentar as consequências de suas ações. A decisão final foi do Nelsinho e ele não pode fugir dessa responsabilidade. Não posso dizer a punição que deve ser dada a ele, mas temos de lembrar que o menino só revelou isso depois que foi demitido. Então, o que está por trás disso pode ser mais do que imaginamos. Aconteceram muitos casos similares nos últimos 10 anos, quando pilotos cometeram erros e seus veredictos e condenações não tiveram pé de igualdade. O incidente com a Renault é mais uma triste história de autodestruição",disse Vatanen em entrevista à rádio britânica BBC Radio 5.
Apesar de pedir rigidez no julgamento de Nelsinho Piquet, o dirigente, que tentará vencer a eleição para o maior posto da FIA no próximo mês, foi político em relação a uma punição mais severa para a escuderia francesa.
"A Renault já teve mais ou menos a sua punição em termos de imagem e pela perda de sua cúpula de dirigentes. Temos de avaliar um contexto maior aqui. Não apenas focar no incidente e ver o que podemos fazer a favor da FIA e do esporte".






