
A disputa do Grande Prêmio da China, a terceira etapa da temporada de 2013 da Fórmula 1, na madrugada de domingo, a partir das 4 h (de Brasília), representa a primeira oportunidade para os companheiros de equipe na Red Bull o alemão Sebastian Vettel e o australiano Mark Webber e na Mercedes o inglês Lewis Hamilton e o alemão Nico Rosberg poderem se digladiar.
Tanto Helmut Marko, no time austríaco, como Niki Lauda, no alemão, ambos homens fortes dessas organizações, os liberaram para a luta. "Não há mais ordens de equipe", afirmaram com as mesmas palavras os dois. Será ao longo das 56 voltas da corrida no Autódromo Internacional de Xangai que a nova determinação poderá ser melhor percebida, se de fato for verdade.
A medida já é um desdobramento do profundo desgaste experimentado pelos dois times no GP da Malásia, quando o vencedor, Vettel, e o terceiro colocado, Hamilton, disseram no pódio que não mereciam estar lá. O evento foi considerado na Fórmula 1 como "o dia em que os vencedores prefeririam ter perdido". Vettel, por não respeitar a ordem para não ultrapassar Webber, e Hamilton por saber que Rosberg foi impedido por Ross Brawn, diretor da Mercedes, de atacá-lo.
Christian Horner, diretor da Red Bull, contou na sexta-feira ter se reunido com o proprietário da empresa, Dietrich Mateschitz. "Tivemos uma longa conversa. Ele é um purista, fã de esporte, apoia competições de toda natureza no mundo todo". Como Brawn, Horner explicou porque interveio em Sepang ao ordenar Vettel não tentar a ultrapassagem em Webber.
"Os dois estavam chegando ao limite de seus pneus. A disputa provavelmente comprometeria nossa primeira e segunda colocações, para a qual entre 500 e 600 pessoas trabalharam duro". Por isso, para Horner, seus pilotos podem buscar o melhor para si, mas também para a Red Bull.
Lauda disse, em Sepang, que conversaria com Ross Brawn para não mais interferir na disputa entre Hamilton e Rosberg. Em Xangai, Brawn confirmou a orientação, mas explicou que em situações como a da Malásia é importante interferir: "Ambos estavam ficando críticos de combustível. Se duelassem, perderíamos o terceiro e o quarto lugar que tínhamos".



