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Furacão mira o fim de tabus

Depois de quase chegar à Libertadores, Rubro-Negro refaz os planos e agora fala em ser campeão estadual – e acabar com o jejum de vitórias contra o Coritiba

Madson -O The Flash rubro-negro vai levar pânico às zagas adversárias com sua velocidade incrível | Marcos de Mello
Madson -O The Flash rubro-negro vai levar pânico às zagas adversárias com sua velocidade incrível (Foto: Marcos de Mello)
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O vice-campeonato de 2010, com o rival Coritiba fazendo a festa, já seria motivo mais do que suficiente. Mas o Atlético tem ainda outra boa razão para buscar o título do Para­naense deste ano. Na disputa regional, o Furacão quer confirmar a ascensão do Bra­sileiro, quando deixou de fugir do rebaixamento e sonhou com a Liber­­­tadores.

"É uma sequência normal. Terminamos bem o ano passado e, claro, queremos continuar subindo", afirma o técnico Sérgio Soares. Mantido no cargo – ele substituiu Paulo César Carpegiani em outubro, restando apenas dois meses para o término do Nacional – terá agora a chance de iniciar a temporada no CT do Caju.

Objetivo que, naturalmente, implica em pressão na Baixada – ainda maior considerando que o Rubro-Negro não sabe o que é vencer o Coxa desde maio de 2008. "Não tememos a pressão. Em clube grande, que pensa em títulos, é assim. E é o mesmo que eu quero para a minha carreira, para o meu futuro no futebol", diz Soares.

Quanto ao encontro com o Alviverde, ele diz: "A rivalidade é sadia, é o que move o futebol, a paixão. É o jogo esperado pelo torcedor, pela imprensa. E quem sabe poderão ser os jogos que decidam a competição, o que seria um ingrediente a mais".

Mudanças

A virada do ano prometia um Atlético muito parecido com o que encerrou o Brasi­­leiro – exceto pela saída do volante Chico e a provável negociação do za­­­gueiro Rho­­­dolfo. As coisas mudaram e o goleiro Neto, um dos destaques da equipe, foi quem puxou a fila, negociado com a Fio­­ren­­tina-ITA, abastecendo o caixa do clube.

Outros 11 atletas foram embora – nenhum deles titular. Por outro lado, 8 contratações foram feitas. As principais foram o meia Madson e o atacante Lucas, de volta à Baixada 10 anos depois. Vieram ainda os zagueiros Gabriel e Flávio, o lateral-direito Marcos Pimentel, o volante Alê e os atacantes Wescley e Henan. Dos remanescentes, o meia Paulo Baier e o atacante Guerrón são os destaques.

"O Atlético chega muito forte. Trouxemos alguns atletas dentro do que a gente entendia ser necessário para a equipe e o elenco. Além disso, o fato de eu continuar é positivo. Posso acrescentar mais ao time, dentro das minhas convicções", avalia Soares.

A fórmula de disputa da competição foi aprovada pelo treinador. E ele garante, o Furacão fará de tudo para ganhar os dois turnos: "Você tem que levar a competição como pontos corridos mesmo, tentar que não tenha as finais. Nossa ideia é trabalhar assim, nos dois turnos. É evidente que se acontecer de ter as finais, vamos brigar para conquistar. Não tem porque se poupar em uma conquista eventual do primeiro turno".

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"A rivalidade é sadia, é o que move o futebol, a paixão. [Atletiba] é o jogo esperado pelo torcedor, pela imprensa. E quem sabe poderão ser os jogos que decidam a competição."

Sérgio Soares, técnico do Atlético, falando da rivalidade com o Coritiba.

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