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brasileiro 2014

Atlético vê sistema ofensivo entrar em colapso

Estagnação da equipe coincide com o pior momento do ataque rubro-negro desde a abertura da Arena, em 1999. São 33 gols em 26 jogos na temporada

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O pior momento do Atlético na temporada coincide com a estagnação de seu ataque. E o colapso ofensivo é, até aqui, o mais severo desde a inauguração da Arena da Baixada, em 1999.

INFOGRÁFICO: Veja informações sobre os gols do Atlético

Com 33 gols marcados em 2014, o Furacão carrega média de apenas 1,26 gol por jogo (veja os números no infográfico). Na boa campanha do ano passado, por exemplo, a equipe balançava a rede, em média, uma vez e meia por partida. Os dados do time sub-23 não foram considerados.

Já são 336 minutos sem gol e o último, feito pelo zagueiro Cleberson, aconteceu no empate com o Sport (17/8). Nesse período, os atleticanos conseguiram somente nove finalizações certas em quase quatro duelos completos.

Um mês atrás, a situação era diferente. No Brasileiro, o ataque funcionava com mais regularidade, tanto que ainda não havia passado em branco. A posição na tabela também era outra.

A queda de rendimento ofensivo, ao lado das recorrentes falhas defensivas, pesou para a saída do G4. De quarto colocado, o clube caiu para a nona posição, com 24 pontos – a sete da zona de Libertadores.

Pior. Na Copa do Brasil, o Atlético não fez gol fora de casa e agora tem uma ingrata tarefa para avançar às quartas de final: vencer o América-RN por 4 a 0 no reencontro da torcida com a Arena, na próxima quarta­feira. Ou fazer pelo menos três – sem levar nenhum – para tentar a vaga nos pênaltis.

Somado, o desempenho atleticano contabiliza quatro gols nos últimos sete compromissos (0,57 gol/jogo). Estatística que dá a dimensão da dificuldade do reencontro com o Mecão.

Apesar do péssimo resultado em Natal, o técnico interino Leandro Ávila é quem melhor conseguiu azeitar o setor. Sua média (1,6 gol/jogo) é maior do que de Miguel Ángel Portugal (1,3) e do recém-demitido Doriva (1).

Enquanto a diretoria não anuncia um novo treinador, a responsabilidade de mudar o panorama no confronto com o Goiás, domingo, no Serra Dourada, segue com o auxiliar técnico.

"Ao mesmo tempo em que temos de ter uma equipe ofensiva, temos de dar uma reforçada ali atrás", reforça Ávila, com pouco tempo, mas muito trabalho psicológico até lá. "Temos que acertar o time basicamente na conversa", frisou.

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