
O palco era um velho conhecido do Maestro e quis o destino que o Estádio Heriberto Hülse, onde Paulo Baier despontou no cenário nacional, fosse o local para o feito histórico do meia, com o 100.º gol na era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro, marcado nesta quarta-feira (13), na derrota por 2 a 1 do Atlético para o Criciúma. Uma partida que ele teve de pedir para jogar. "Estou feliz pelo gol, triste por não ter feito o segundo para a gente empatar", disse o meia, que não comemorou, em sinal de respeito pela torcida do clube que o revelou nacionalmente na segunda passagem por lá, entre 2002 e 2003, já com 28 anos; antes havia defendido o Tigre catarinense entre 1997 e 1998 e passado sem destaque por Atlético-MG, Botafogo, América-MG, Vasco e América-MG.
"É questão de respeito pelo clube que praticamente comecei, o carinho pela cidade e pela torcida. Queria a vitória pelo Atlético, mas infelizmente não aconteceu", acrescentou. O gol 100, perseguido pelo meia desde o Atletiba do dia 6 de outubro, quando encostou na marca com duas bolas na rede, veio justamente num jogo em que a sua escalação era improvável. Poupado na maioria das partidas fora de casa, a tendência era de que não entrasse em campo contra o Criciúma, mas foi o próprio Baier quem pediu para viajar e jogar.
"Pedi para o [técnico Vagner] Mancini para jogar para não ficar muito tempo fora, já que só iria jogar novamente na outra quarta-feira [na final da Copa do Brasil com o Flamengo, sendo poupado contra o Botafogo no sábado]. Tive a felicidade de fazer o centésimo gol hoje, um dos mais bonitos da minha carreira", contou o Maestro. Após a partida, ele foi bastante aplaudido pelos torcedores de Criciúma, que em coro gritaram o seu nome. "Isso é bacana no futebol, ter o respeito do torcedor, assim como hoje tenho dos atleticanos", disse. Curiosamente, foi justamente contra o Tigre que ele marcou o seu primeiro gol com a camisa atleticana, em 2009. Pelo feito histórico obtido nesta quarta, recebeu uma placa comemorativa do Atlético, ainda no vestiário do Heriberto Hülse, entregue pelo diretor de futebol Antônio Lopes.
Mancini separou a conquista do camisa 30 da derrota rubro-negra. "Queríamos que essa entrega fosse numa vitória, mas a gente respeitou o momento individual do Paulo Baier. É uma marca expressiva, muitos gols ajudando em vitórias. Vale o parabéns e muito obrigado por tudo o que ele fez para o Atlético", destacou o treinador.
"Estou sorrindo à toa, pelo gol e por tudo que venho fazendo para dar muitas alegrias ao nosso torcedor", comemorou Baier.







