
O Atlético foi vítima do fogo amigo ontem, em Belo Horizonte. Não fossem os dois gols contra do zagueiro Léo Pereira e do volante Deivid, o Furacão poderia ter saído do Estádio Independência com pelo menos um ponto tomado do Atlético-MG. As falhas individuais, no entanto, selaram o revés por 3 a 1 o segundo consecutivo do time do técnico Doriva, que segue em nono na tabela.
"Demos o jogo para eles", sintetizou o atacante Douglas Coutinho. "Foi uma fatalidade. A equipe lutou, brigou, mas não conseguiu o resultado que esperava", acrescentou Cléo. A fatalidade citada pelo camisa 9, titular pela primeira vez no lugar do negociado Éderson, aconteceu aos 30 minutos da etapa final, quando a partida estava empatada e aberta. No cruzamento rasteiro de Luan, o jovem Léo Pereira, de 20 anos, cortou errado e mandou contra a meta de Santos. Lance que acabou com a reação do Furacão no jogo.
"Acontece, foi uma infelicidade. Fui para tirar e a bola acabou entrando", descreveu o defensor que já havia falhado feio aos 34 minutos do primeiro tempo, quando Marcos Rocha cobrou lateral e Leonardo Silva desviou de cabeça para abrir o placar.
Até aquele momento, a vitória era mais do que merecida para os donos da casa. O goleiro Santos fez duas boas defesas em chutes de Jô e Maicosuel e também contou com o travessão para parar uma bomba do meia revelado pelo Paraná. Deivid também salvou uma bola em cima da linha.
O sistema com três atacantes não funcionou e os visitantes perderam o meio de campo. A posse de bola foi do Galo por 60% do tempo. As finalizações também mostram a superioridade mineira: 16 a 8.
O Atlético até equilibrou o jogo na etapa final e empatou com Marcos Guilherme, aos dez minutos, de fora da área. Mas depois entregou a vantagem para a equipe do paranaense Levir Culpi e ampliou, com a pixotada de Deivid, a cinco minutos do apito final.
"Voltamos para o segundo tempo procurando mais o gol. Conseguimos, mas depois falhamos e tomamos dois", comentou o atacante Marcelo. "Pecamos em algumas bolas, agora temos de trabalhar para melhorar no jogo da próxima semana", alertou o lateral-esquerdo Natanael.
No domingo, às 16 horas, mais uma vez na Arena da Baixada sem público o penúltimo jogo da punição do STJD pela briga de torcidas em Joinville, no ano passado , o Atlético tentará se recuperar do momento ruim. O adversário é o Botafogo, primeiro time antes da zona de rebaixamento, do velho conhecido técnico Vagner Mancini.
"A minha primeira palavra no vestiário foi de encorajar a equipe, uma vez que erros acontecem até com os mais experientes. Teremos um confronto contra o Botafogo e não podemos pensar em outro resultado a não ser a vitória", pediu Doriva.
Revés faz Doriva voltar à "estaca zero"
Após vencer seus dois primeiros jogos no comando do Atlético, o técnico Doriva (foto) voltou ontem à estaca zero. Com derrotas seguidas para Fluminense e Galo com seis gols sofridos no somatório dos duelos , o treinador tem 50% de aproveitamento nos quatro jogos comandando o Rubro-Negro. Seus únicos triunfos foram contra Criciúma e Flamengo.
Para o comandante, a atuação fraca no primeiro tempo de ontem, no entanto, foi superada quando o Atlético empatou o jogo. "Foi uma partida difícil. Eles souberam se impor com as jogadas de bolas aéreas. Tivemos dificuldades, apesar de estarmos preparados para esse tipo de situação. Tivemos algumas chances no contra-ataque, porém fomos um pouco individualistas em alguns momentos. Eles aproveitaram as oportunidades e marcaram dois gols em falhas nossas, em um momento que estávamos melhor na partida", declarou o técnico, que tentará retomar as vitórias diante do Botafogo, em casa, no próximo domingo.




