
O Atlético enfrentará um gigante amanhã, em Lima, no Peru. E não será o Universitario, o adversário da Libertadores e atual lanterna do Grupo A, em jogo marcado para as 23h30 (de Brasília). O gigante é o Estádio Monumental, o maior da América do Sul e segundo maior da América Latina atrás apenas do estádio Azteca , com capacidade para 80.093 pessoas.
A praça esportiva fica a cerca de 40 minutos de carro do centro de Lima e enfrentar o trânsito da cidade não é fácil. Sem contar que, se a opção de transporte for o táxi, precisa ter sorte para conseguir um custo baixo.
No caminho é possível ver as diferenças sociais da capital peruana ao passar pelo bairro de Molina, um dos mais ricos de Lima, onde uma casa pode custar milhões de dólares e carros importados são comuns. Mas o que impressiona mesmo é quando se chega ao bairro Ate Bitarte e surge o gigante Monumental, inaugurado há 14 anos.
A construção é cercada por morros cinzas, sem vegetação, resultado do clima. Em cima de um deles é possível ler a inscrição que garante que todo o Peru torce para o Universitario.
É o caso do estudante Oscar Gianfranco Mendonça, de 17 anos. Como as organizadas no Brasil, no Monumental também há um espaço onde se concentram as cantorias e gritos de incentivo. "Na Tribuna Norte sinto o calor da torcida, ali ela anima mais, diferente do resto do estádio", garante.
Mendonça está ciente de que o seu time não vai bem na Libertadores. "Vivemos um mau momento, mudamos de técnico, estamos com um interino, mas acho que podemos conseguir um empate com El Paranaense conquistado na garra", diz acreditar o torcedor.



