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Brasileiro

Reserva de luxo, Éderson tem números de artilheiro no Atlético

Atacante já marcou sete gols no Brasileirão, mas deve seguir na reserva de Dellatorre no duelo contra o São Paulo, na quinta-feira

Ederson vive fase de artilheiro, mas segue no banco de reservas | Hugo Harada/ Gazeta do Povo
Ederson vive fase de artilheiro, mas segue no banco de reservas (Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo)

Artilheiro do Atlético no Bra­­sileiro, com sete gols, o atacante Éderson ainda não convenceu o técnico Vagner Mancini de que deve ser titular. Os números, contudo, reforçam que o Furacão é mais decisivo com o camisa 77 em campo.

O avante necessita, em média, de 104 minutos para balançar a rede – estatística que inclusive supera o maior goleador do campeonato até aqui, William Batoré, com nove tentos. O jogador da Ponte Preta precisa de 13 minutos a mais do que o atleticano cada vez que deixa sua marca. Ao todo, em 13 partidas, Éderson atuou por 732 minutos.

Sob o comando de Mancini, o avante tem média ainda melhor do que com Ricardo Drubscky. Em seis jogos (cinco deles saindo do banco de reservas), o cearense marcou em três oportunidades. Ou seja, um gol a cada 58 minutos.

O número é três vezes mais eficiente do que Dellatorre, seu concorrente direto pela titularidade, apresentou em cinco confrontos. "Sempre procuro nos treinamentos me posicionar bem dentro da área para quando a bola vier eu ter a felicidade de fazer o gol", explica o terceiro goleador do Nacional, atrás, além de William, do argentino Maxi Biancucchi, com oito gols.

A matemática, porém, não tem bastado para o atacante de 24 anos. O perfil físico franzino – 1,71 m de altura – parece ser decisivo para a permanência entre os suplentes. A preferência do técnico é por um homem mais alto, como Dellatorre (1,80 m), para jogar ao lado de Marcelo, que tem como destaque a velocidade.

Principal finalizador do time (31 arremates), Éderson tem correspondido ao entrar no decorrer das partidas, principalmente quando enfrenta adversários que não abdicam do ataque. Foi assim nas vitórias contra Atlético-MG e Goiás e no empate com o Inter­­nacional. Diante do Bahia e do Corinthians, que se resguardaram mais defensivamente, ele passou em branco.

Amanhã, às 19h30, contra o São Paulo, as dimensões do gramado do Morumbi (108,25 x 72,70 m) podem pesar a favor de Éderson. Com mais espaço, o matador atleticano teria, teoricamente, mais brechas para finalizar e decidir para o Rubro-Negro.

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