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Atlético, Coritiba e Paraná fizeram laboratório com 125 jogadores neste ano

Durante os nove meses desta temporada, os três clubes da capital contrataram 53 jogadores e 11 já foram embora. Na comparação com rivais, o Furacão se destaca na utilização dos pratas da casa

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Com o fim do prazo de inscrições de jogadores para o Brasileirão e a Segundona, o ano praticamente fechou para negócios no futebol nacional. No balanço da temporada, Atlético , Coritiba e Paraná fizeram destes últimos nove meses um verdadeiro laboratório.

No total, os três clubes contrataram para este ano 53 jogadores. O Tricolor foi mais ao mercado, trazendo 23 boleiros. O Coxa trouxe 17 jogadores; e o Atlético, 13.

BALANÇO: relembre as principais contratações do Trio de Ferro em 2016

De acordo com levantamento da Gazeta do Povo, 125 jogadores já vestiram em 2016 a camisa de um dos três grandes da capital – uma média de quase uma novidade no time por jogo ao longo de 2016, o equivalente a dez times. O último foi Núbio Flávio, pelos tricolores, no sábado.

E a lógica da quantidade tem símbolos de fracasso – como Ortega, do Coritiba; Robert, do Paraná; e Vinícius, do Atlético.

Há apenas três meses na Vila Capanema, o superintendente de futebol Hélcio Alisk argumentou que seria antiético comentar sobre o período antes da sua chegada, mas lembrou que agora, no Tricolor, a ordem é não inchar o elenco. Para um jogador chegar, outro tem de sair.

“Para trazer o Karanga e o Queiroz, por exemplo, eu fiz um acordo para a saída do Marcelinho e do Robert. Acredito que melhoramos”, argumenta.

“Quanto mais se erra em contratação, mais se onera o clube. Esse é um motivos que gerou a nossa crise financeira, de trazer muitos jogadores em anos anteriores”, acrescenta Hélcio, pedindo a compreensão dos torcedores diante da reestruturação do clube.

No quesito aproveitamento das categorias de base, o campeão foi o Furacão, com 21 atletas utilizados desde janeiro. O Coritiba colocou em campo 13 pratas da casa e o Paraná 15.

“A meta do clube é utilizar 70% do elenco formado na base e estamos seguindo isso”, conta o presidente rubro-negro, Luiz Sallim Emed. “É uma política que estabelecemos com o técnico Paulo Autuori porque contratar por contratar não tem necessidade. Tem de analisar o que tem em casa para aproveitar os jovens talentos”, acrescenta o dirigente.

“Se o Atlético não conseguiu trazer jogadores mais formados, para chegar e jogar, é uma dificuldade do mercado e de competir com clubes com mais dinheiro”, lembra Sallim.

A reportagem procurou durante dois dias o Coritiba para comentar o assunto, mas não foi possível falar com nenhum dirigente responsável pelo futebol do clube.

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