Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Política

Clubes esperam aval do Ministério do Esporte para brigar pela Liga Paranaense

Movimento que engloba 30 times espera posição do governo federal sobre parte da Lei Pelé que livraria as equipes da obrigação de disputar torneios organizados pela Federação Paranaense

 | Antônio More / Gazeta do Povo
(Foto: Antônio More / Gazeta do Povo)

Encabeçada por Atlético e Coritiba , a Liga Paranaense aguarda um parecer do Ministério do Esporte para sair dos bastidores e partir para o embate frontal com a Federação Paranaense de Futebol (FPF). Trunfo jurídico que poderá vir no embalo de uma ação da Primeira Liga.

Na guerra deflagrada contra a CBF, a Primeira Liga solicitou ao governo federal um posicionamento sobre determinado ponto da Lei Pelé. Trecho que, em tese, libera os clubes das amarras impostas pelas federações estaduais – principal preocupação para o surgimento da Liga Paranaense.

O artigo 20 da Lei 9.615 de 1998 (conhecida por Lei Pelé) permite a criação de ligas regionais e nacionais e, em seu parágrafo 4º, estabelece: “é facultado às entidades de prática desportiva participarem, também, de campeonatos nas entidades de administração do desporto a que estiverem filiadas”.

Uma confirmação, por parte do Ministério do Esporte, de que o clube pode decidir disputar ou não o Paranaense, por exemplo, seria a senha para driblar o estatuto da FPF. O regimento exige que os associados joguem uma competição profissional e outra de base organizada pela entidade – quem não cumprir pode ser desfiliado, o que impediria a participação no Brasileiro ou na Copa do Brasil.

Amparado por uma Lei Federal, o movimento de cerca de 30 clubes liderado pela dupla Atletiba poderia, enfim, encampar a realização de um Estadual próprio em 2017. E partir em busca de outros dois aspectos, além do jurídico, fundamentais para a criação da Liga.

Primeiro, a questão política. Embora a Lei Pelé seja soberana, ainda assim seria necessário dialogar com a FPF, e seu presidente, Hélio Cury, sobre o estabelecimento da nova organização. Da mesma forma, seria preciso conversar com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Em paralelo, a Liga Paranaense teria de viabilizar comercialmente o novo campeonato do Paraná. Costurar patrocínios com empresas, discutir contratos de transmissão com a tevê, criar formas de fortalecer economicamente o grupo que, entre outras críticas, reclama de prejuízos com o atual Paranaense.

E apenas quando estiver vislumbrando as saídas nos aspectos jurídico, político e comercial, a Liga Paranaense pretende abandonar a discrição. Até então, o assunto é tabu para os participantes, inclusive para os indicados como presidente, Ricardo Gomyde, ex-candidato a presidente da FPF, e vice-presidente, Mauro Holzmann, diretor de marketing do Atlético.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.