
A campanha do Londrina nas finais do Campeonato Paranaense está entusiasmando a torcida, que vive a expectativa da final com o Maringá. A primeira partida será neste domingo, às 16 horas, no Café. Depois de 22 anos, o Tubarão volta a disputar o título estadual em meio a um clima de muito otimismo e de saudosismo, já que clube completa 58 anos amanhã.
Márcio Alcântara, zagueiro campeão pelo Tubarão no último título em 1992, acredita que serão dois jogos difíceis com o Maringá, mas crê no quarto titulo paranaense do Londrina. Hoje comentarista de TV, o ex-jogador vê semelhanças entre o time campão na década de 1990 e o atual grupo treinado por Claudio Tencati, principalmente pela mescla de jogadores experientes com jovens.
"Ele trouxeram mais disposição ao time, levando junto os veteranos. Outra semelhança é que em 92 ninguém acreditava no título. O time atual teve problemas na primeira fase, mas se uniu e fechou no momento que precisava. Com a volta de Dirceu, um líder que impõe respeito, o time se superou", diz Márcio.
Para o ex-zagueiro, as mudanças promovidas por Tencati foram muito importantes para a recuperação do time. "Bidia e Joel eram dois jogadores que o time estava precisando. E com o time melhor, jogando com raça, a resposta da torcida veio e o Londrina é hoje novamente um time de decisão", analisou.
Outro veterano que se mostra otimista é Antero Bombassaro, o Gauchinho, o maior artilheiro da história do Londrina e campeão em 1962. "Vejo pela frente dois jogos equilibrados,mas estou gostando muito deste time do Londrina. Vamos ver quem será o melhor", afirmou.
Último título
O último título de Campeonato Paranaense da primeira divisão conquistado pelo Londrina foi obtido na chamada "final caipira" contra o União Bandeirante. Márcio Alcântara lembra que o time de Bandeirantes era excelente, até melhor que o do Tubarão.
"Nós marcávamos os principais jogadores deles. Naquela época a gente podia bater três vezes que dificilmente era expulso." A primeira partida terminou empatada em 0 a 0. Na segunda, o União vencia por 2 a 1, quando o LEC reagiu no último lance do jogo.
"O Celso Reis bateu uma falta pela esquerda no segundo pau. Acho que o goleiro passou da bola. Quando vi a bola estava na minha frente e o gol limpo. Pulei de cabeça, meio de peixinho e empatamos", conta Márcio, que forçou a realização do terceiro jogo, quando o Tubarão venceu por 1 a 0.
Segundo o zagueiro, muitos torcedores acham o seu gol até mais importante do que o gol do título no terceiro jogo. "Se eu não marcasse aquele não teria o terceiro jogo e nem o gol do João Neves", afirma o zagueiro, que suspenso, não jogou o último jogo, sendo substituído pelo autor do gol do campeonato.




