Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Paranaense

Com “mente sã”, Coritiba ignora o fim da série invicta

A psicóloga Flávia Justus trabalha no Coritiba há 12 anos | Daniel Caron/ Gazeta do Povo
A psicóloga Flávia Justus trabalha no Coritiba há 12 anos (Foto: Daniel Caron/ Gazeta do Povo)

Se no futebol moderno o equi­­líbrio mental é tão importante quanto o bom condicionamento físico, o fim dos 48 jogos de invencibilidade no Estadual poderia ter criado um problema no Coritiba. Mas a psicóloga do clube, Flávia Fo­­caccia Justus, garante que a pri­­meira derrota no ano não trouxe abalos para o elenco alviverde, que amanhã enfrenta o Rio Branco ainda com a es­­perança de conquistar o segundo turno e o tricampeona­to estadual.

Segundo Flávia, o fato de o time ter ficado invicto foi algo propagado mais fora do Coxa do que dentro. "O futebol faz com que o atleta saiba lidar com várias emoções. Eu diria que essa invencibilidade foi uma emoção, mas não uma situação boa ou ruim. Foi tratado de uma forma normal", garante.

No time coxa-branca, de acordo com a psicóloga, a filosofia de trabalho é sempre focar no próximo jogo, sabendo que a derrota pode vir. "Em nenhum momento nós focávamos que [o time] teria de levar essa invencibilidade. Que bom que ganhávamos e continuávamos invictos, mas, se a derrota viesse, tínhamos de estar ciente de que isso faz parte da nossa profissão", argumenta, sem confirmar se algum jogador sentiu mais o revés.

Com 34 anos e há 12 trabalhando no clube, Flávia faz um trabalho individual com todos os atletas. "O Marcel era da base, foi para o profissional, para outros clubes, voltou e eu estou aqui ainda. O Keirrison, o Willian eu conheço desde o pré-infantil. O Lucas Mendes também", lem­­bra, garantindo que os recém-chegados também não se opõem às conversas diárias com a psicóloga. "Hoje não tem mais tanta resistência como tinha antigamente", admite.

O foco da profissional está no desempenho nos treinos e nos jogos. Quando algum jogador está com algum problema pessoal, um psicólogo clínico é indicado. Sem revelar nomes, ela conta que o comportamento que o torcedor vê dos jogadores dentro do gramado é o mesmo que eles têm extracampo.

"Eu acredito que o atleta não tem como disfarçar uma característica que ele tenha. Se ele demonstra que ele está confiante é porque ele é. O que às vezes as pessoas confundem é um que está um pouco ansioso, nervoso, com uma vontade muito grande de ganhar", alerta a psicóloga.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.