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Paranaense

Dirigente defende arbitragem e a sua permanência no cargo

Chefe da arbitragem local, Afonso Vitor de Oliveira rebate críticas e só pune juiz da ‘final’ por falhas disciplinares

Afonso Vitor de Oliveira saiu em defesa da arbitragem no Paraná | André Rodrigues/Gazeta do Povo
Afonso Vitor de Oliveira saiu em defesa da arbitragem no Paraná (Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo)

Era para ser o anúncio da avaliação do trabalho de Felipe Gomes da Silva na decisão do primeiro turno. Acabou como uma forte defesa à arbitragem paranaense. Afonso Vitor de Oliveira, chefe do apito local, aprovou a atuação dos seus comandados, demonstrou confiança na renovação promovida pela comissão e afastou qualquer possibilidade de abrir mão de seu cargo.

Silva, árbitro da polêmica vitória do Coritiba sobre o Londrina, foi absolvido nos lances mais polêmicos, três pênaltis reclamados pelo Tubarão. Mas não escapou de uma punição. Está afastado por tempo indeterminado por não ter marcado uma penalidade em Arthur, do Coxa, e por erros disciplinares.

"A comissão considera de forma unânime que não houve os pênaltis pedidos pelo Londrina. O árbitro interpretou muito bem a regra nesses lances. Mas teve falha técnica, ao não marcar pênalti no Arthur, e falhas disciplinares. Um jogador do Londrina segura o Felipe pelo braço quando ele vai mostrar o cartão, houve uma série de reclamações e não subiu um cartão amarelo", explicou Oliveira.

A punição é similar à sofrida por Adriano Milczvski pela atuação em J. Malucelli 2 x 2 Paraná. Ele ficou fora da escala nas duas rodadas seguintes. Coincidentemente, estava com Silva no sorteio para Londrina x Coritiba.

Apesar das punições e de reclamações em outros jogos, Oliveira considera boa a arbitragem no Estadual. Segundo ele, houve erros em menos de 10% das 66 partidas disputadas. Também elogiou a qualidade do apito paranaense dentro do cenário nacional. "Estou satisfeito. É de boa para cima", afirmou o ex-árbitro, que recorreu a dados da CBF para dizer que o Paraná foi o quinto estado que mais mediou jogos nacionais em 2013.

Contudo, ele admitiu um enfraquecimento do quadro local após a saída de Héber Roberto Lopes para a Federação Catarinense e o afastamento do atual secretário estadual de Esportes, Evandro Rogério Roman. "Não resta dúvida de que perder dois árbitros Fifa qualquer Federação sente. O Héber tem todo o direito de escolher uma proposta melhor, mas não gostamos da maneira como ele saiu, sem falar ‘até logo’ para ninguém", afirmou.

Oliveira espera repor essas duas saídas com os árbitros formados a partir de 2006, seu primeiro ano à frente da comissão. Nomes como Rodolpho Toski Marques, Rafael Traci, Rogério Menon, Leonardo Sígari Zanon e Fábio Zoccante. "Ainda é cedo para eles apitarem esse jogos", admitiu Oliveira. Todos atuam na Primeira Divisão, mas ainda não têm maturidade para apitar grandes jogos, que devem seguir com os veteranos Antonio Denival de Moraes, Edivaldo Elias da Silva e Adriano Milczvski.

Bastante questionado ao longo da semana, o chefe da arbitragem deixou claro não ter a intenção de deixar a comissão. "Por morar em Lon­­drina, vocês imaginam a situação [desde o jogo de domingo]. Mas por que deixar o cargo se eu tenho consciência de que não errei? Agora, o cargo é do presidente", disse.

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