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Paranaense

Torcedores denunciam suposto desvio no borderô de Rio Branco e Atlético

Em carta-denúncia encaminhada à FPF, rubros-negros dizem ter pago R$ 30 por ingresso que custaria R$ 20

Valor impresso no bilhete da arquibancada é de R$ 20 | Divulgação
Valor impresso no bilhete da arquibancada é de R$ 20 (Foto: Divulgação)
Papel afixado na entrada do Gigante do Itiberê no dia do jogo informa o valor de R$ 30 para a arquibancada |

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Papel afixado na entrada do Gigante do Itiberê no dia do jogo informa o valor de R$ 30 para a arquibancada

Torcedores do Atlético enviaram uma carta-denúncia à Federação Paranaense de Futebol (FPF) acusando a diretoria do Rio Branco de ter cobrado um valor mais alto do que o estipulado na partida entre as duas equipes no último domingo (29), no Gigante do Itiberê, em Paranaguá, no litoral do Estado.

Segundo a denúncia, cada torcedor pagou R$ 30 pela entrada na arquibancada. Entretanto, o valor que consta no próprio bilhete é de R$ 20. O borderô da partida cadastrado na FPF também consta o valor de R$ 20. No total, foram vendidos 1.460 ingressos de arquibancada. Se constatada a suposta fraude de desvio de R$ 10 por bilhete, o rombo na arrecadação da bilheteria pode chegar a R$ 14.600, sem contar as meias-entradas.

"Nós ligamos para a secretaria do clube sexta-feira pedindo o valor do ingresso e nos falaram que era R$ 20. Quando chegamos lá na bilheteria havia um cartaz com o preço dizendo R$ 20 e riscado com caneta outro preço dizendo que era R$ 30", revela Bruno Filgueiras, torcedor do Rubro-Negro que fez a denúncia à Federação, em entrevista à Rádio 98FM.

Filgueiras afirma ter questionado um funcionário do Rio Branco sobre o valor cobrado, mas teria recebido uma resposta irônica. "O bilheteiro falou que cobraria o preço que quiser, porque a bilheteria era deles", acusou. O presidente do clube de Paranaguá, Nivaldo Domanski, não soube explicar também em entrevista à 98FM o porquê da cobrança mais alta no preço dos bilhetes. "Nós explicamos que é uma promoção. Uma espécie de sorteio que a gente faz no final do campeonato. O Hélio [Cury, presidente da FPF] já me ligou, mas não teve nada de abuso no preço", declarou por telefone, desligando a ligação logo em seguida sem se aprofundar na questão. A reportagem da Gazeta tentou entrar em contato novamente com Domanski, mas as ligações não foram atendidas.

Cury afirmou que o valor, acertado no arbitral da competição, é de R$ 20 e que qualquer cobrança acima disso é ilegal. "Está no próprio ingresso que o valor é de R$ 20. Se alguém está pagando a mais, está errado, mas a informação que eu tenho é que eles estavam vendendo rifas à parte", disse à 98FM.

O diretor de futebol da FPF, Amilton Stival, afirma que para investigar o caso, é necessário a comprovação de que a torcida rubro-negra realmente pagou R$ 10 a mais. "A partir do momento que for apresentada uma prova, a Federação irá investigar. Por enquanto, não chegou absolutamente nada até mim", afirmou à Gazeta do Povo.

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