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Paranaense

Vila Capanema volta a ser o plano B do Atlético

Vila Capanema ganha força novamente para receber o Atlético no Estadual. Estreia na “casa nova” deve ocorrer no Atletiba da próxima semana

Vila Capanema volta a ser cogitada como o reduto atleticano com o exílio da Arena. Estádio paranista pode abrigar o clássico e também ser a casa do Rubro-Negro durante o restante do Estadual | Antonio More/ Gazeta do Povo
Vila Capanema volta a ser cogitada como o reduto atleticano com o exílio da Arena. Estádio paranista pode abrigar o clássico e também ser a casa do Rubro-Negro durante o restante do Estadual (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)

O Atletiba das Cinzas passou a envolver o terceiro integrante do Trio de Ferro. O Atlético cogita – novamente – alugar a casa do Paraná. Não só para o clássico do dia 22, mas também para o restante do Estadual.

O nome do Durival de Britto e Silva circulou durante a reunião do Conselho Deliberativo do Atlético, ontem, no CT do Caju, citado pelo presidente do clube, Mario Celso Petraglia. Do lado do Tricolor, não há confirmação da retomada das negociações. "Estamos abertos a propostas de aluguel do estádio. Contatos intermediários, tivemos uns 800. Mas nenhum oficial. Se isso acontecer, certamente será entre presidentes", afirma o superintendente geral do Tricolor, Celso Bittencourt.

E é nos bastidores que as tratativas entre Petraglia e o mandatário paranista, Rubens Bo­­hlen, estariam ocorrendo, com o intermédio da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Situação não confirmada pelo vice-presidente da entidade, Amilton Stival. "Só ouvi essa história por vocês da imprensa. Acho que seria uma boa [o jogo no estádio paranista]". O acordo para oito jogos envolveria R$ 400 mil.

Nesse pacote, o Paraná receberia R$ 50 mil por jogo, menos da metade do que pediu em ja­­neiro, na primeira tentativa atleticana de mandar seus jogos na Vila Capanema. Depois da negativa do Coritiba em ceder o Couto Pereira, o estádio tricolor tornou-se a segunda opção do Atlético para substituir a Arena, em obras para a Copa.

Na época, o Rubro-Negro teria ofertado um valor entre 10% a 15% da arrecadação da bilheteria das partidas. Montante recusado pelo locatário. A contraproposta tricolor foi de R$ 120 mil por jogo, considerada pelo Fu­­racão "um absurdo".

Além do acordo financeiro entre as duas partes, há uma questão burocrática a ser resolvida para que o Atletiba 349 seja na Vila Capanema: todos os laudos de segurança do estádio têm de ser apresentados à Federação até amanhã, alerta Stival. Parte da documentação está sendo adiantada por causa da participação tricolor na Copa do Brasil – o clube joga dia 15 de março, contra a Luverdense.

O Atlético não se pronuncia sobre o tema.

Segurança

A preocupação com a segurança do clássico já começou. No domingo, a rivalidade entre as torcidas aflorou mais uma vez. Durante a ida para o Estádio Couto Pereira, um grupo de integrantes da Torcida Império Alviverde desviou a rota para confrontar membros da torcida Os Fanáticos, em sua sede, próxima à Arena. A confusão foi contida por PMs e três pessoas foram detidas.

Agora, com a possível definição da Vila Capanema, a Polícia Militar tem como definir a estratégia de segurança para o jogo que, dependendo do desempenho de Coritiba e Atlético nas rodadas de amanhã e do fim de semana, pode decretar o campeão do turno.

Colaborou Ciro Campos.

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