
A Copa do Brasil de 2014 terá um clássico na final. Atlético-MG e Cruzeiro vão decidir o título do torneio nacional. Os times mineiros deixaram Flamengo e Santos para trás nesta quarta-feira (5) e garantiram a vaga na decisão. As partidas entres os rivais serão realizadas nos próximos dias 12 e 26 de novembro.
História se repete e Atlético-MG vira sobre o Flamengo
O Atlético Mineiro fez valer novamente a sua força dentro de casa para conquistar mais uma vitória impressionante, de virada, sobre o Flamengo. Após perder por 2 a 0 no Maracanã, o time mineiro acabou com o sonho do bicampeonato do clube rubro-negro no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, com uma goleada por 4 a 1, que o credenciou para disputar a final.
O Galo desde o início tentou encurralar os visitantes na defesa. Consciente de que a pressão era inevitável, o Flamengo aguardava o melhor momento para retomar a bola e contra-atacar. Desta forma, chegou ao primeiro gol com Everton. Aos 34 minutos, o apoiador recebeu a bola no meio do campo, passou por três marcadores e bateu cruzado para abrir o placar.
Insistentemente, os donos da casa seguiram apostando nos "chuveirinhos" e, assim, chegaram ao empate com Carlos, que escorou para o gol após um cruzamento. O time da casa voltou do intervalo com a mesma postura agressiva do primeiro tempo e conseguiu virar o resultado logo aos 12 minutos, com Maicosuel.
O Flamengo não conseguia manter a posse de bola e provocava um "bate e volta" interminável, que favorecia os mineiros. Assim chegaram ao terceiro gol, aos 35 minutos, em um chute de fora da área de Dátolo. Os donos da casa seguiram com um ritmo impetuoso e conseguiram o gol da classificação com Luan, aos 39, que aproveitou um cruzamento na área para marcar.
Cruzeiro avança com empate na Vila
Na Vila Belmiro, mesmo com a vantagem de 1 a 0 obtida na ida, o Cruzeiro sofreu, mas conseguiu o que precisava para avançar à decisão. Saiu perdendo logo no início, empatou em seguida, viu o Santos fazer 3 a 1 e ficar com a vaga nas mãos, mas teve forças para se recuperar e marcar duas vezes para garantir o empate por 3 a 3.
Logo no primeiro minuto, Arouca descobriu Rildo livre pelo setor esquerdo do ataque do Santos. O atacante partiu em velocidade, entrou na área do Cruzeiro e rolou para trás. Gabriel recebeu a bola e rolou para Robinho, que bateu de direita para o gol. A bola desviou em Egídio e morreu no fundo da rede.
O experiente time mineiro logo se equilibrou em campo. Aos sete minutos, o lateral-direito celeste Ceará fez o que quis com o lateral-esquerdo santista, o chileno Mena e bateu para o gol. Aranha espalmou para o meio da área e Marcelo Moreno, livre, empatou o jogo.
Quando o jogo caminhava para o intervalo, duas falhas em sequência colocaram fogo na Vila Belmiro. Aos 45 minutos, Gabriel recebeu pela esquerda do ataque e bateu rasteiro para a área. O goleiro Fábio tentou segurar a bola, que era fácil, mas soltou quase nos pés de Rildo - a primeira falha. Ele se esticou todo, mas o zagueiro Léo estava na cobertura. No lance, o árbitro paraense Dewson Fernando Freitas da Silva assinalou pênalti, selando o segundo erro. Gabriel bateu bem e o Santos só precisava de mais um gol.
O Santos voltou com Caju no lugar de Mena e tentava se organizar para buscar o terceiro gol, que saiu aos 13 minutos. O zagueiro Bruno Rodrigo, do Cruzeiro, escorregou e a bola sobrou para Robinho. Ele tocou para Lucas Lima, que serviu Gabriel. Ele partiu pela direita e cruzou rasteiro para Rildo marcar e fazer a Vila Belmiro explodir.
Depois de fazer o que precisava, o Santos desacelerou o jogo e perdeu seu principal talento em campo. Robinho sentiu fortes dores na coxa esquerda e foi substituído pelo garoto Jorge Eduardo. O castigo veio em dose dupla com o atacante Willian. Aos 35 minutos, Fábio deu um chutão de sua área e o zagueiro santista Bruno Uvini desviou de cabeça para trás, deixando seus companheiros vendidos no lance. O atacante entrou na área e com muita frieza tocou no canto esquerdo de Aranha.
O Santos teve mais alguns minutos para buscar o quarto gol, mas Rildo tinha acabado com seu estoque de bons lances. O time passou a viver de chuveirinhos e viu os mineiros cozinharem o jogo, sem pressa. No fim, um contra-ataque avassalador e Ricardo Goulart deixou Willian livre para empatar o jogo e decretar a classificação.



