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Política

Alex do Coritiba assume batalha pelos direitos dos atletas

Perto do jogo mil na carreira, meia do Coxa ganha cada vez mais espaço como protagonista do Bom Senso FC e aposta no sucesso do movimento

Amanhã, contra o J. Malucelli, no Couto Pereira, o craque Alex completa mil partidas como profissional | Antonio More/ Gazeta do Povo
Amanhã, contra o J. Malucelli, no Couto Pereira, o craque Alex completa mil partidas como profissional (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)

Próximo do milésimo jogo na carreira profissional, amanhã, contra o J. Malucelli, no Couto Pereira, o meia Alex tem atuado também cada vez mais fora de campo. Nas constantes manifestações do craque, sobra até para o Coritiba, clube que defende e é torcedor declarado.

Ontem, o camisa 10 tratou da pendência dos direitos de imagem no clube: "Se deve, tem de pagar. Eu concordo com o presidente [Vilson Ribeiro de Andrade] quando ele diz que o contrato de imagem é o uso da imagem, mas não é isso que acontece. É feito outro tipo de contrato e tem de pagar. É uma coisa que é muito clara se você olhar os contratos dos atletas", afirmou.

O tema tem sido alvo de polêmica nos bastidores do Alto da Glória, discussão que envolve a diretoria, empresários e atletas – alguns jogadores reclamam de atrasos de mais de um ano no pagamento. De acordo com Andrade, entretanto, como o Coxa não utilizou a imagem de determinados atletas, não tem obrigação de pagar por ela.

O posicionamento aberto de Alex não é novidade. Desde o ano passado, o curitibano assumiu o status de um dos protagonistas do Bom Senso FC, movimento dos jogadores que pleiteia condições melhores de trabalho – especialmente, diminuição do número de partidas por semana e fair play financeiro.

Com uma carreira de sucesso nos gramados, Alex admite que integrar a organização, pioneira no país, tem lhe deixado orgulhoso. Mesmo sem que qualquer efeito prático tenha sido conquistado até o momento. "É um inicio e eu acredito que vai seguir com respostas a longo prazo, mas o Bom Senso me orgulha porque é a primeira vez que a gente vê os jogadores se posicionando, sem melindre nenhum. Se eu terminasse hoje a minha carreira estaria satisfeito", revela ele, aos 36 anos.

Com a aposentadoria do ho­­landês Seedorf, ex-Botafogo e hoje treinador do Milan, e a saída de Paulo André, do Corinthians para o Shanghai Shenhua-CHI, Alex ganhou mais espaço na liderança do movimento. Segundo o jogador, já era previsto o afastamento de alguns. "A ideia era criar uma engrenagem e que ela funcionasse independentemente dos nomes. E isso tem acontecido", garante.

As movimentações para reforçar o grupo têm ocorrido nas mais diversas situações. Ontem, por exemplo, Alex concedeu entrevista à RPC TV e encontrou o meia Lúcio Flá­­vio, do Paraná. "No começo tínhamos 20, 30 jogadores. Hoje temos mais de mil com participação direta. Encontrei com o Lúcio e ele me contou coisas de jogadores que eu nem sabia", conta.

Sobre os resultados efetivos, espera que em 2015, passada a Copa do Mundo, as mudanças passem a aparecer.

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