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Paranaense

Bases são a principal origem de jogadores para o Atletiba

Clássico de domingo, na Vila Capanema, não terá o time principal de Atlético e Coritiba, mas será recheado de jovens saídos dos times de baixo

Léo Pereira (à esq.) tem passagens pela seleção brasileira de base; o jovem zagueiro Bonfim é um dos mais experientes no Coxa | Antonio More/ Gazeta do Povo; Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo
Léo Pereira (à esq.) tem passagens pela seleção brasileira de base; o jovem zagueiro Bonfim é um dos mais experientes no Coxa (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo; Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Os centros de treinamento do Caju e da Graciosa são os maiores provedores do clássico Atletiba do próximo domingo, às 19h30. Com Atlético e Coritiba abrindo mão de utilizar os times principais – o Coxa apenas até a rodada do fim de semana – no campo da Vila Capanema estarão dois elencos compostos na maioria por jogadores forjados em casa.

INFOGRÁFICO: Maioria dos jogadores usados no Estadual pela dupla Atletiba foram formados em casa

No lado rubro-negro, a representatividade de quem passou pela base e está no sub-23 é de 65%. Ou seja, dos 20 jogadores que entraram em campo pelo Estadual neste ano, 13 defenderam o time em algum momento nas categorias inferiores. A porcentagem do Alviverde é ligeiramente superior: 14 dos 20 atletas passaram pelo CT da Graciosa como promessas (78%) antes de integrar o grupo profissional.

Apesar da semelhança, há uma diferença conceitual. O Furacão alternativo é permanente, puxando jogadores que ultrapassaram o sub-18 ou que não têm sido aproveitados na equipe de cima – o clube aboliu o sub-20. Do outro lado, o cenário não é permanente. O Coxa tem um grupo de propósito específico, que permite aos titulares uma pré-temporada mais longa, e usa parte do Paranaense para dar uma oportunidade a atletas sem espaço no plantel principal.

Um exemplo nítido dessa diferença é a atuação no mercado. O Atlético contrata especialmente para o sub-23, como fez em 2014 nas vindas do volante Jonatan Lucca, do lateral-direito Mário Sérgio e do zagueiro Lucas Alves. Já o Coritiba contrata sem especificar em qual time vai utilizar – William Menezes e Rhuan vieram e foram deslocados para o conjunto do Estadual.

No time do Alto da Glória, há outro aspecto que acentua a transição base-profissional. Mesmo o técnico da equipe alternativa, Zé Carlos, é um aspirante ao time de cima. Ele acompanhou boa parte desse elenco desde as categorias mais inferiores e foi subindo de cargo quase ao mesmo tempo que seus pupilos. "Comecei lá no infantil com esses meninos e isso é muito importante e gratificante. Fico satisfeito por ajudar nesse caminho. E esperamos fechar isso com chave de ouro", planeja o treinador, que foi o técnico campeão da Dallas Cup em 2012 com Denner, Ícaro, Thiago Primão e Zé Rafael.

No CT do Caju, quase 30 km distante do bunker da Gra­­ciosa, Dejan Petkovic não tem o mesmo entrosamento. O sérvio foi anunciado como gerente e técnico da base no fim de dezembro, mas ainda é novato nas funções e chega ao primeiro clássico pressionado. "Não temos mais desculpas e precisamos ganhar", diz o treinador do penúltimo colocado, com dois pontos. O Coxa é o sexto, com cinco.

Arbitragem A Federação Paranaense de Futebol (FPF) divulgou ontem a arbitragem para o Atletiba. Rodolpho Toski Marques, de apenas 26 anos, será o árbitro, auxiliado por Rafael Trombeta e Sidmar dos Santos Meurer.

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