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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin já foi uma espécie de porta-voz de seu então cliente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao fazer a leitura pública de uma carta escrita pelo petista enquanto estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
Em vídeo datado de 30 de setembro de 2019, Zanin aparece rodeado por repórteres com microfones de diversas emissoras de rádio e televisão enquanto lê uma carta de Lula. Após a leitura da carta, Zanin comenta que Lula havia escrito a carta naquele dia e que a destinava aos seus advogados, como orientação sobre a condução do processo.
No texto, o então ex-presidente afirmava que não aceitaria a progressão para o regime semiaberto oferecida pelo Ministério Público Federal, alegando que não trocaria sua "dignidade" por sua "liberdade". A mensagem foi amplamente divulgada pelos veículos de comunicação e reproduzida nas redes sociais.
Na ocasião, Zanin atuava como principal advogado de defesa de Lula. Quatro anos depois, em 2023, foi indicado pelo próprio presidente para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
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Comparação ganhou força nas redes
O vídeo voltou a circular nas redes sociais em meio às comparações entre as condições impostas às prisões de Lula e Bolsonaro.
O contexto envolve a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai. A decisão foi tomada após o parlamentar divulgar uma carta escrita por Jair Bolsonaro durante o cumprimento da pena e lê-la em uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro sustentam que Lula conseguiu manter comunicação política com apoiadores durante o período em que esteve preso, enquanto Bolsonaro passou a sofrer restrições mais severas após a divulgação de cartas e mensagens políticas.
O tema ganhou ainda mais repercussão depois que Flávio Bolsonaro afirmou, em transmissão ao vivo, que Lula divulgou dezenas de cartas durante a prisão e recebeu visitas de aliados políticos sem sofrer punições semelhantes.



