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Copa do Brasil

Coritiba aproveita atributos de seu homem borracha

Especialista em jogada aérea, Emerson usa cama elástica e pula nas bolas altas chutadas pelos companheiros para treinar impulsão – e marcar gols

Emerson beija a barriga da esposa Renata, grávida de três meses: nascimento do primeiro filho, Thiago, programado para dezembro, garantirá a permanência do jogador no Coritiba | Antônio More/ Gazeta do Povo
Emerson beija a barriga da esposa Renata, grávida de três meses: nascimento do primeiro filho, Thiago, programado para dezembro, garantirá a permanência do jogador no Coritiba (Foto: Antônio More/ Gazeta do Povo)

O roteiro é previsível. Pre­­cisando de gol, como na partida de quarta-feira contra o São Paulo – triunfo por 2 a 0 que valeu a classificação para a final da Copa do Brasil –, o Coritiba invariavelmente recorre a Emerson. E o zagueiro, invariavelmente, cumpre a missão com louvor, normalmente usando a cabeça.

A especialidade, porém, é fruto de muito trabalho. Emerson, 29 anos, tem suas manhas. Ele costuma pular em uma cama elástica e também fica atrás dos gols para pegar as bolas que vão mais alto durante os treinos. Tudo para exercitar a impulsão, ganhar dos rivais pelo alto e es­­tufar as redes. Passagem repetida 20 vezes (metade apenas neste ano) com a camisa alviverde, números que fazem do beque de 1,86 m o maior zagueiro-artilheiro da história coxa-branca.

"Treino bastante as jogadas de bola aérea. Os outros atletas chutam para cima e eu corro atrás para tentar cabecear. Isso ajuda a pegar o tempo da bola. Vejo o companheiro longe e já sei a maneira como a bola vai chegar. Tudo é treinamento", diz ele, resumindo a técnica em poucas frases.

Ainda eufórico com a clas­­­­sificação para mais uma decisão de Copa do Brasil – integrou o grupo que perdeu para o Vasco no ano passado –, Emerson explicou a comemoração do gol: homenagem à mulher, Renata, grávida de três meses. O nascimento do primeiro filho do casal está programado para dezembro.

Ansioso, Emerson ajudou na escolha do nome do primogênito, Thiago. E, se depender exclusivamente de sua vontade, até a carreira profissional já está definida: será boleiro como o pai.

"A melhor coisa que pode acontecer a uma pessoa é fazer o que gosta, e eu procuro fazer o meu melhor, até porque não viveria sem jogar. Pretendo incentivar meu filho a também seguir no futebol", sonha, entregando o lado coruja.

Felicidade dentro e fora do campo que fizeram o jogador tomar uma decisão importante na carreira: seguirá no Alto da Glória pelo menos até o fim do ano. Assim, Emerson deixa de lado, pelo menos por ora, as sondagens que recebeu de Internacional e São Paulo para trocar de clube – especulou-se também que clubes alemães estariam de olho no defensor. "Tenho contrato até o fim do ano. Estou muito feliz aqui. O torcedor tem me apoiado bastante", afirma, sem pestanejar.

O assunto, contudo, não empolga tanto Emerson. Pre­­fere trabalhar com metas curtas. E o foco, claro, está na final da Copa do Brasil. Em reescrever de uma maneira bem mais feliz o enredo de 2011. "A expectativa para o jogo é boa, pelo fato de o time ter passado por uma grande equipe como o São Paulo", ressalta, emendando com um pedido especial: "Peço para que a torcida esteja sempre ao nosso lado, nos momentos bons e ruins. Ela estando ao nosso lado, isso faz uma grande diferença", fecha, orgulhoso dos próprios feitos.

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