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Brasileiro

Derrota para a Portuguesa deixa Coxa na corda bamba

Resultado de 3 a 0 amplia desgaste e Marcelo Oliveira vive o momento mais instável à frente do Coritiba. Reunião hoje irá discutir queda do treinador

Festa lusitana no Canindé: enquanto Rafinha tenta entender o que deu errado, os jogadores da Portuguesa não escondem a alegria pela fácil vitória por 3 a 0 | Marcos Bezerra/ Futura Press
Festa lusitana no Canindé: enquanto Rafinha tenta entender o que deu errado, os jogadores da Portuguesa não escondem a alegria pela fácil vitória por 3 a 0 (Foto: Marcos Bezerra/ Futura Press)

Com 131 jogos à frente do Coritiba – terceiro com mais tempo de comando na história do clube –, Marcelo Oliveira nunca esteve tão perto de deixar o cargo. Saldo da derrota de ontem, por 3 a 0, para a Portuguesa – o 12.º revés no Brasileiro. Tropeço que manteve o Coxa à beira da zona de rebaixamento, em 16.º lugar.

Após a partida, o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, disse que não toma­­ria uma decisão de cabeça quente, mas adiantou que hoje haverá uma reunião. "Tranquilos não estamos com uma derrota dessas. Mas é o momento de pensar com calma, refletir, e amanhã [hoje] vamos nos reunir com o [superintendente de futebol Felipe] Ximenes e a comissão técnica para decidir o que é melhor para o clube", admitiu.

Apesar de aparentemente calmo, Andrade contou que estava inconformado e triste com a derrota, construí­­da a partir da expulsão de Escudero, aos 5/1.º – a exclu­­são mais rápida de todo o Bra­­si­­leiro. Bruno Mineiro (duas vezes) e Ananias fizeram os gols da Lusa, enquanto o Coxa reclamou de um pênalti não marcado em Rafinha, ainda no primeiro tempo. Falta assumida pelo lateral-direito Luís Ricardo.

"Não vou dormir, [será] mais uma noite em claro. Vou pensar com calma, sou uma pessoa que tem princípios e não vou mudar", avisou o presidente coxa-branca. "É possível mudar. O plane­jamento estratégico de cinco anos não é uma camisa de força. Mas nós estamos muito atentos e sabemos o que devemos fazer", garantiu.

Com 73 vitórias, 26 empates e 32 derrotas em um ano e oito meses no Coritiba (um aproveitamento de 62,34%), Oliveira jamais viveu um mo­­mento tão crítico no clube. Nem mesmo nos dois vices da Copa do Brasil ou na derrota no último Atletiba de 2011, que acabou com o sonho de classificação à Li­­ber­­tadores. Mesmo assim, o comandante mantém um discurso confiante.

"Eu não desisto. Faz parte dos meus princípios, dos meus valores. Confio nos meus jogadores, que vamos sair [desta situação]. Mas sou um técnico profissional, sujeito a qualquer mudança como qualquer treinador", afirmou. "O torcedor vai cobrar e nós vamos nos cobrar mais ainda. Se a torcida está chateada, imagina quem está trabalhando honestamente, diariamente no clube", completou. "Estão todos dando o melhor aqui, inclusive o técnico", garantiu.

Com ou sem mudança no comando, o certo é que o Coritiba terá de se recuperar já no sábado, quando enfrenta o Flamengo, às 18h30, no Couto Pereira. A principal atração será a estreia do atacante Deivid.

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