
O atraso no pagamento de salário no Coritiba, escancarado em uma faixa carregada pelos jogadores antes do Atletiba com os dizeres "Torcedor coxa-branca: você é nossa única motivação 3 meses com salários atrasados e promessas do Presidente em vão. Lutaremos juntos até o fim", não teve resposta pública da diretoria coxa-branca. A cúpula alviverde preferiu o silêncio diante das reivindicações dos atletas.
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Procurado, o presidente Vilson Ribeiro de Andrade, citado na manifestação, não atendeu a reportagem. Informalmente, para outros veículos da imprensa, disse que não gostaria de comentar a faixa para manter o foco no jogo de amanhã, contra o Criciúma, e negou que o atraso chegue a três meses.
Há cerca de um mês, após o atacante Zé Love denunciar os atrasos por uma rede social, o diretor de futebol do Coxa, Anderson Barros, admitiu que não tinham sido pagos os salários de julho. A divergência em relação à argumentação dos jogadores e da diretoria deve-se ao fato de o ordenado só ser pago tradicionalmente no dia 20 do mês seguinte.
Que está atrasado, ninguém nega. Oficialmente, através da assessoria de imprensa, o Coritba afirmou que "esta é uma questão administrativa e que será tratada internamente".
Enquanto não têm uma posição oficial do clube de quando os débitos serão quitados, os jogadores têm a opção de procurar o Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol do Paraná. Algo que ainda não ocorreu e por isso a entidade ainda não interviu.
"Nós podemos entrar para negociar com a diretoria, até para tirar o jogador do desconforto com o dirigente, mas para isso precisamos ser chamados", conta Nivaldo Carneiro, presidente do sindicato. "Tudo depende da vontade dos atletas. No Paraná, os jogadores estavam dispostos a não jogar. Nós assumimos o problema e registramos a intenção na Justiça do Trabalho", exemplificou.
Pelo que a reportagem apurou, pode ter influenciado nesse atraso de salários a falta de renda durante a Copa do Mundo, a dificuldade para fazer novos adiantamentos do dinheiro da televisão, a diminuição de sócios e as contratações, feitas de última hora e fora do planejamento, para evitar o rebaixamento.
Giancarlo
Já angustiado com a lanterna do Campeonato Brasileiro e com o atraso de salários, o Coritiba terá mais uma preocupação amanhã. É o dia da primeira audiência do caso Giancarlo, atacante do Paraná que pede uma indenização de R$ 4 milhões por danos morais após a negociação frustrada com o clube alviverde.







