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Paranaense

Família, amigos e fãs emocionaram Alex no dia do jogo 1000

Milésimo jogo como profissional extrapolou o campo. Meia curtiu de momento a dois com o filho a visita de fãs turcos

O dia do milésimo jogo como profissional foi cheio de sensações especiais para Alex. A emoção extrapolou os 94 minutos de bola rolando. Para quem valoriza tanto a família, o ápice talvez tenha sido depois do apito final, com o Couto Pereira já vazio. Repetindo o que fazia na Turquia com as duas filhas, o meia de 36 anos correu em volta do campo em companhia do filho Felipe, de 3. "Ele se emocionou, nunca tinha feito isso com o mais novo", conta o ex-jogador Paulo Miranda, padrinho de Maria Eduarda, a filha mais velha de Alex. "E o menino tem qualidade. É impressionante vê-lo batendo na bola", garante.

O momento a dois com o herdeiro no Alto da Glória não foi o único que mexeu com o Menino de Ouro. Logo no início do dia, ao receber telefonemas de amigos, jogadores e ex-técnicos, Alex pela primeira vez percebeu que aquela não era uma partida – ou uma data – comum. Às 10 horas, o atleta foi para o Couto Pereira, de onde partiu com o grupo para a concentração no CT de Quatro Barras.

Na volta, às 17h30, relembrou o início da dura caminhada no esporte. "O ônibus do clube faz um trajeto que fiz muito quando criança, tanto para treinar futsal como no Coritiba", contou o meia, levado em pensamento à época em que o professor Acir Cortês, o Sisico, era peça fundamental na sua vida.

"Eu cuidava dele como se fosse meu filho. Ensinava para que fosse sério e honesto", conta Sisico, escolhido pelo pupilo famoso para entregar-lhe a homenagem na quarta-feira. "Às vezes eu dava carona para o treino. Eu também tinha uma lata de leite Ninho no carro cheia de moedas e ajudava os garotos. Mas quem se ajudou mesmo foi ele", complementa o professor.

Depois de toda a comoção no Couto Pereira, Alex ainda teve uma última surpresa. Ao deixar o estádio, às 23 horas, deu de cara com quatro fãs turcos – três estavam de férias no país, mas todos vieram a Curitiba apenas para saudar o ídolo do Fenerbahçe. Em troca, levaram na mochila autógrafos do craque.

A comemoração só acabou no início da madrugada, após um churrasco com o time em sua casa. Sem excessos. Afinal, o jogo 1.001 é no domingo.

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