
Nenhum jogador do Coritiba tem mais a perder com um rebaixamento para a Segunda Divisão do que Alex. Seria um baque não apenas profissional, mas também pessoal. A ligação íntima dele com o clube é coxa-branca desde criança transformaria o jogador no símbolo da queda, mesmo que esteja longe de ser o responsável.
Esse momento de tensão não tem encontrado eco nele mesmo. A iminência de uma queda não alterou em nada a rotina do prata da casa desde que voltou ao Alto da Glória no ano passado. A pressão do jogo contra o São Paulo amanhã, às 17 horas, no Estádio Novelli Júnior, em Itu, é a mesma de qualquer outra partida.
"Não me sinto pressionado", disse. "Independentemente do que aconteça no domingo, eu termino o ano de uma maneira muito alegre. Me sinto responsável pelas coisas que são minhas, bem tranquilo, de forma serena e consciente de que fiz as coisas da maneira que tinham de ser feitas", completou.
Se a pressão é a mesma, não é o mesmo caso do fator diversão. No começo do Brasileirão, após o empate por 2 a 2 contra o Santos dois gols dele , na 8.ª rodada, declarou que ao jogar estava se divertindo, como se ao entrar em campo fosse jogar com o filho dele.
Essa realidade mudou. A diversão não é mais a mesma. Só que ele garante que não é culpa do momento delicado do Coxa. "A diversão diminuiu um pouco porque hoje jogo com um problema físico [lesão do dedinho do pé direito] que me atrapalha. Mas, individualmente, a minha participação tem sido dentro do que imaginava", analisou.
O desempenho dele realmente foi o esperado. Em várias ocasiões, aliás, carregou o time nas costas. Só o número de gols deixa isso bem nítido. Ao todo, ele anotou 12 vezes neste Nacional, disparado o artilheiro do time o segundo é Deivid, com cinco. Isso dá 30% de todos os 41 gols marcado pela equipe. E o meia repatriado decidiu pelo menos cinco partidas a favor do Coritiba. Sem ele, a Série B provavelmente já seria realidade.
Essa dependência de Alex, mesmo que o ídolo não goste do termo, tem tudo para continuar no ano que vem, seja na Série A ou na Série B. Ele rejeitou qualquer possibilidade de deixar o Alviverde em caso de rebaixamento. Vai seguir defendendo o time do coração. Algo diferente só no improvável caso de a diretoria achar que ele não é mais necessário o contrato vai até o final de 2014.
"Para mim, jogar a Segunda ou Primeira Divisão, independe. A minha permanência depende de uma conversa com o clube. O presidente [Vilson Ribeiro de Andrade] pode não querer que eu continue. Mas independentemente da divisão, estou tranquilo", garantiu o camisa 10.
Claro que ele prefere continuar jogando na elite. "O Coritiba é um clube com condição de jogar a Primeira Divisão. É um clube com várias dificuldades, senão não estaríamos nessa situação. Mas a inspiração que temos é de jogar a Primeira Divisão", fechou.



