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Para Bacellar, atraso salarial do Coritiba tem relação com queda nos sócios

Bacellar: salários atrasados tem relação com queda de associados. | Antônio More/Gazeta do Povo
Bacellar: salários atrasados tem relação com queda de associados. (Foto: Antônio More/Gazeta do Povo)

Boa parte das dificuldades financeiras vividas pelo Coritiba na reta final da temporada estão atreladas à queda no número de sócios, afirma o presidente do clube, Rogério Bacellar. A declaração foi dada nesta segunda-feira (19), na estreia do programa ‘Atletiba da Massa’, na rádio Massa.

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“Estamos conseguindo pagar os salários dos atletas graças aos associados. Quando a gente começou a perder [partidas], diminuiu o número de associados e sentimos uma necessidade tremenda”, analisou o dirigente.

Após a derrota para a Ponte Preta, no último domingo (18), o próprio técnico Ney Franco admitiu que os salários estão atrasados. Bacellar confirma os atrasos, mas garante que até o final do mês o clube terá receitas para manter as contas em dia.

“Tivemos mais de 25 mil associados em dia. Ultimamente, atrasaram [as mensalidades] e tivemos um baque nas finanças. Espero que voltem a pôr [as mensalidades] em dia”, cobrou Bacellar, que espera quitar os atrasos salariais até o final do mês.

Além da queda do número de sócios, Bacellar creditou os problemas do cofre alviverde ao fato de o Estadual ter sido muito deficitário para o clube e também às pendências deixadas pela gestão de seu antecessor, Vilson Ribeiro de Andrade.

“Estamos pagando dívidas de gestões anteriores e tentando equacionar a vida financeira do Coritiba. Está muito difícil. Se não tomarmos cuidado, as rendas são penhoradas. Não podemos sequer deixar dinheiro na conta-corrente do clube”, revela o mandatário, que vê na adesão ao Profut parte da solução para os problemas financeiros do Verdão.

“Estamos esperando a documentação para aderir [ao Profut] e tentar parcelar as dívidas para não entrarmos em uma moratória”, prossegue, se referindo ao programa do Governo Federal que refinanciará as dívidas dos clubes brasileiros.

Por fim, o cartola alviverde garantiu a permanência do técnico Ney Franco no comando técnico do time até o final do Brasileirão, admitiu os erros do departamento de futebol em 2015 e revelou fé na permanência na elite.

“Não é hora de mexer no departamento técnico, mudar faltando sete rodadas não adianta. Algumas contratações foram equivocadas, não deram certo. Vamos recuperar, tenho certeza que vamos ficar na primeira divisão. Com o Coritiba reestruturado, 2016 vai ser muito melhor”, completou.

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