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Paranaense

Piazada do Coritiba sente o peso da estreia

Após sete anos, Coxa começa Estadual perdendo. Ansiedade e falta de entrosamento determinam derrota diante do Maringá

Zé Rafael sofreu com a marcação do volante Léo Maringá, do time da casa: meio de campo coxa não teve criatividade | Ivan Amorin/Gazeta do Povo
Zé Rafael sofreu com a marcação do volante Léo Maringá, do time da casa: meio de campo coxa não teve criatividade (Foto: Ivan Amorin/Gazeta do Povo)
O coxa-branca Paulo Otávio deu muito espaço para os jogadores do Maringá |

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O coxa-branca Paulo Otávio deu muito espaço para os jogadores do Maringá

O Coritiba tropeçou logo no primeiro passo pelo pentacampeonato estadual. Perante o maior público da rodada, perdeu por 2 a 1 para o estreante Maringá, ontem, no Estádio Willie Davids. E pôs o resultado na conta da falta de entrosamento do seu time B, formado no fim de dezembro e comandado por Zé Carlos, ex-técnico do sub-20.

"A palavra moderna no futebol é projeto, e projeto de treinador é vencer. Esperamos dar uma resposta melhor e precisa ser imediata. Precisamos deixar esses meninos tranquilos, uma responsabilidade da comissão técnica da diretoria. Mas não podemos deixar o time titular [que entra no campeonato na sexta rodada] chegar sem nenhum ponto ganho", destacou Zé Carlos, que espera um time menos ansioso contra o Arapongas, quarta-feira, no interior do estado.

O Coritiba não perdia na estreia do Paranaense desde 2007 – também por 2 a 1, para o Rio Branco, ano que teve o Paranavaí como último campeão do interior. Na campanha do tetracampeonato consecutivo, o Coxa venceu as três primeiras estreias e empatou por 0 a 0 ano passado, com o Operário.

"Não fomos surpreendidos. Sabíamos que eles viriam para cima. Pecamos na [falta de] posse de bola. Essa derrota não é justificável. Com todo respeito ao Maringá, somos o time grande, o Coritiba", declarou o meia Thiago Primão, que, escalado mais próximo ao ataque, foi um dos que pouco renderam na partida.

Sentados nas cadeiras do Willie Davids, o técnico Dado Cavalcanti e o gerente de futebol Tcheco viram um Coritiba sofrer para superar o Maringá, que manteve a base da última Divisão de Acesso. Empurrados por mais de 9 mil torcedores, os maringaenses aproveitaram a falta de entrosamento dos visitantes e dominaram o primeiro tempo, especialmente pelo lado direito do campo, com Felipe e Reginaldo, enquanto o Coritiba seguiu pouco efetivo no ataque.

"A primeira partida sempre tem dificuldades. Preci­samos criar mais espaços para fazer as jogadas, acertar o passe", disse, no intervalo, Keirrison, isolado o tempo todo no ataque.

Houve pouco tempo para acertar o passe: o zagueiro Fabiano, do Maringá, abriu o placar logo a um minuto. O Coritiba empatou aos 25 minutos, em uma tabela de dois jogadores que tinham acabado de entrar em campo: Anderson Costa tocou para Maykon fintar a zaga e bater forte. Mas, aos 36, Leandrinho recebeu livre de marcação e garantiu a vitória para o time maringaense.

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