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Despesas do Paraná na Vila Capanema sobem quase sete vezes em um ano

Média de gastos do Tricolor para jogar em casa no Estadual foi de R$ 89 mil em 2016, contra um custo de R$ 12,9 mil por jogo no Durival Britto no ano anterior

Torcida do Paraná na Vila Capanema: renda de bilheteria do Estadual foi praticamente toda usada para pagar despesas dos jogos. | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Torcida do Paraná na Vila Capanema: renda de bilheteria do Estadual foi praticamente toda usada para pagar despesas dos jogos. (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)

As despesas do Paraná com jogos do Paranaense na Vila Capanema ficaram quase sete vezes mais caras em 2016. Na atual temporada, o Tricolor gastou em média R$ 89 mil por partida realizada no Durival Britto.

O valor é 6,8 vezes superior à média de 2015, quando atuar em casa pelo Estadual consumiu R$ 12,9 mil dos cofres paranistas. E 6,7 vezes maior que a média de 2014, que registrou R$ 13,2 mil por partida da disputa local.

Apesar da variação de mais de 600%, são custos para os mesmos serviços. Atividades identificadas nos borderôs como segurança, portarias, lanches, som, rádio, ambulância e suporte, sem especificação de quanto cada tarefa consome.

São gastos administrados pelo próprio clube e sobre os quais não há cobrança externa de detalhamento, como a apresentação de notas fiscais, por exemplo. É tema somente do Conselho Fiscal paranista.

Para reforçar a disparidade dos valores apresentados pelo Tricolor vale comparar dois duelos de porte semelhante. Com menos de um ano de distância entre a realização dos dois confrontos estaduais.

Em março de 2015, o Paraná pegou o Foz, na Vila. O revés por 1 a 0 teve público de 2.317 torcedores e o borderô publicado no site da Federação Paranaense de Futebol (FPF) apontou despesa de R$ 7.857 para as atividades de segurança, lanches, som etc.

Em janeiro deste ano, o Tricolor recebeu o J. Malucelli, também em casa. A vitória por 4 a 1 foi assistida por 4.198 pessoas, pouco menos do que o dobro do jogo com o Foz, ano passado. A despesa, entretanto, ficou em R$ 53.438, quase sete vezes mais.

A reportagem procurou o clube para saber o motivo de tais despesas terem se multiplicado por seis no Paranaense de 2016. No entanto, o Paraná preferiu não se pronunciar. Via assessoria de imprensa, declarou tratar-se de “assunto interno”.

A elevação impactou no cálculo da arrecadação no período. Os paranistas amealharam no total R$ 1,1 milhão nos sete duelos mandados na Vila em 2016. Mas, com os descontos – que incluem ainda outras taxas, como as da FPF – a renda líquida total foi de R$ 85,5 mil.

A multiplicação nas despesas atingiu também questões judiciais do clube. Em decorrência de problemas com ex-funcionários, o Tricolor enfrenta penhoras nas arrecadações pela Justiça do Trabalho.

Normalmente, os oficiais de Justiça buscam 30% da renda líquida das partidas do Paraná no Durival Britto. E quanto menos resta da bilheteria, menor é a quantia que será recolhida para quitar as pendências com a Lei.

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