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Patrimônio

Dono de nove campos, Paraná tem de alugar CT para treinar

Péssimas condições dos gramados da Vila Capanema, Vila Olímpica e Ninho da Gralha forçam Tricolor a gastar para utilizar o CT Barcelos

Solução encontrada para nivelar o gramado, colocar areia nos buracos piorou o aspecto do terreno e não minimizou o problema | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Solução encontrada para nivelar o gramado, colocar areia nos buracos piorou o aspecto do terreno e não minimizou o problema (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Um campo na Vila Capane­­ma, outro na Vila Olímpica e sete no Ninho da Gralha. Em tese não falta lugar para o Paraná treinar, mas na prática não é bem assim. Mesmo com tantas opções, o clube tem tirado dinheiro do limitado cofre para alugar o CT Barcelos, no bairro do Caiuá, em média três vezes por semana para os treinamentos da equipe principal.

O valor para uso não foi revelado pelo Tricolor, mas segundo o proprietário do espaço, Geraldo Barcelos, é praticamente simbólico. "Naturalmente eles pagam um valor, mas nada de absurdo", diz.

O motivo principal para a estada forçada e dispendiosa é o gramado da Vila Ca­­panema, muito ruim neste início de temporada. Treinos, jogos do Tricolor e do Atlético, e agora até adversários do Furacão na Libertadores usando o estádio antes das partidas. Tudo isso afasta o dono do próprio patrimônio.

"Quando joguei aqui em 2011 era outro tipo de grama e era bem melhor que essa", reclama o atacante Giancarlo, que jogou para a ‘natureza’ a resolução do problema. "Parece que não molham o campo, ficam esperando pela natureza [resolver], é difícil", completa.

A Grasstecno, empresa responsável pela manutenção do gramado, se defende ao dizer que não houve tempo suficiente para ajustar o campo para a temporada. O último jogo na Vila foi no dia 30 de novembro, entre Pa­­raná e Icasa, e a primeira sessão de treinamento foi no dia 13 de janeiro: 45 dias. O intervalo ideal, segundo o engenheiro agrônomo Dênis Renaux, da Grasstecno, é de 60 dias.

Como medida emergencial, a empresa colocou areia para nivelar o gramado, piorando o aspecto sem resolver o transtorno. Um problema ainda maior devido às altas temperaturas registradas em 2014 em Curitiba. "Não temos água suficiente. Um campo de futebol precisa de 50 a 60 mil litros de água por dia. E lá a capacidade de fornecimento é de 20 mil litros", explica Renaux.

Enquanto a situação do Du­­rival Britto e Silva não se resolve, o técnico Milton Men­­des tem comandado duas sessões de treino na semana por lá, em geral na véspera e no dia seguinte às partidas.

O plano B, que deveria ser a primeira opção, a Vila Olímpica, não está em condições de uso, aguardando reformas na infraestrutura, em especial no vestiário, e com a grama imprópria para a prática do futebol. O local também não teria agradado o comandante paranista.

"A Vila Olímpica está em recuperação porque ficou muito ruim depois do ano passado, quando foi bastante utilizada. Estamos tratando do assunto", garante o vice-presidente de futebol, Celso Bittencourt. A partir de maio de 2013, o estádio foi usado apenas duas vezes para jogos oficiais, uma pelo Atlético e outra pelo Paraná.

O CT do Ninho da Gralha, a terceira via, também não está pronto para receber a equipe principal. Somente três dos sete campos estão disponíveis, só que são usados pelas categorias de base. Arrumar os outros quatro, entretanto, exige investimento do clube, que não está preparado para fazê-lo por enquanto.

"Certamente com todos os campos teríamos mais treinamentos do profissional e daríamos uma boa opção de trabalho", lamenta o vice Bittencourt.

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