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“Fui traído”, desabafa Fernando Diniz, sobre demissão do Paraná

  • Julio Filho
Fernando Diniz revelou que não esperava a demissão e disse que a diretoria nunca o procurou para apresentar qualquer insatisfação com o trabalho. | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
Fernando Diniz revelou que não esperava a demissão e disse que a diretoria nunca o procurou para apresentar qualquer insatisfação com o trabalho. Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
 
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Demitido domingo (27), após 17 jogos no comando do Paraná, o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva na sala de reuniões do prédio em que vive em Curitiba, na tarde desta segunda-feira (28), e declarou ter se sentido traído com o comunicado de seu desligamento.

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“É uma decepção gigantesca. A decepção foi pela traição. Não esperava. Em nenhum momento [a diretoria] teve uma conversa comigo minimamente neste sentido [de insatisfação com o trabalho]. Acho que fui traído”, desabafou Diniz, que alcançou aproveitamento de 47% dos pontos no período em que comandou o Tricolor.

Durante cerca de meia hora, o técnico falou sobre o ambiente vivido no elenco, seu estilo de cobranças sobre os jogadores, os atritos que teve com o lateral Rafael Carioca e o volante Jean, a decepção com a diretoria, o interesse do Atlético em seu trabalho, além da esperança que ainda nutria pelo acesso. Leia os principais pontos do bate-papo:

Demissão

“A saída não foi em comum acordo. Fui demitido. Jamais esperaria que sairia agora, fui pego de surpresa. Foi impactante negativamente, frustrante, uma decepção muito grande ter saído desse jeito, porque acho que o trabalho foi muito bem realizado. Ficou uma coisa no ar, foi uma coisa superficial. Não tem base na realidade pra ter sido feita. A decepção é com a diretoria como um todo. Já falei para eles. Estou profundamente magoado.”

Grupo rachado

“Falar que o grupo estava rachado é uma coisa absolutamente mentirosa. Um ou outro jogador descontente tem em qualquer time. Aqui talvez também tivesse. Mas o grupo para funcionar tem de ser unido, porque o sistema tático exige. Os jogadores aderiram muito rápido nossa ideia de jogo. Tivemos reuniões de caráter emocional significativas para os jogadores se expressarem. Foi um trabalho muito bonito, extraordinário. A despedida que tive deles foi emocionante, de um grupo unido.”

Brigas com Rafael Carioca e Jean

“O maior desgaste foi com o Carioca. Uma coisa mais quente. Mas foi um grande aprendizado para ele e para mim. A gente cresceu muito em parceria e ele se tornou um jogador melhor. Contribuí significativamente para o futuro da carreira dele. Selamos nossa paz com um abraço caloroso. Inclusive indiquei ele para o Flamengo, pois sou muito amigo do Oswaldo Oliveira.

Depois teve o problema com o Jean. Teve talvez uma infantilidade dele se expressar na internet. Ele tem potencial, carisma com a torcida, mas achei que outros estavam melhores tecnicamente do que ele e que a equipe produziria mais assim. A saída dele foi algo tático e técnico, nada pessoal. É um grande jogador.”

Baixo aproveitamento da base

“Os jogadores tiveram oportunidades. O Guga teve oportunidades, mas não conseguiu jogar o suficiente para se manter como titular. O Lucas Pará também. Onde eu estiver jogam os melhores, não importa se é da base ou de fora. E, nesse momento, os melhores eram aqueles que eu estava levando para os jogos. A base tem talentos. Mas a pergunta que deve ser feita para a diretoria é: quem da base eles diriam que estão prontos para ser titular hoje do profissional, exceção ao Jean?”

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“Joguei muito de coração aberto, quando me posicionei acharam estranho, mas gosto de guardar posição. Vim para cá por causa da instituição, mas também por causa de quem estava no comando. A chance que a gente tinha de avançar mais na Série B era se todo mundo estivesse imbuído em um só objetivo. Mas pelo que aconteceu, hoje penso que havia um racha entre a diretoria e mim.”

Cobranças

“Minha forma de cobrar é algo que impacta um pouco no início, mas é sempre a favor do jogador. É um dos elementos mais importantes para que o jogador avance. Quando saio e vou montar times, muitos jogadores querem vir comigo. Os caras sabem que a cobrança é para o benefício deles.”

Sondagem do Atlético

“Não fui procurado. Já tive convites para dirigir a Ferroviária, que é um braço do Atlético. Sei que algumas pessoas do Atlético gostam de mim. Mas hoje não tem absolutamente nada.”

Acesso

“Pelo que a equipe produzia era questão de tempo para engatarmos cinco, seis vitórias seguidas. Essa é uma situação que me acompanhou em toda a carreira, de uma hora engrenar essa sequência. Poderia acontecer, pelo que a equipe vinha produzindo. Tenho dados reais da minha carreira de acessos muito mais difíceis do que esse agora.”

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