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INSS consome metade do valor da sede do Tarumã

Dos R$ 30 milhões arrecadados pelo Paraná com o leilão do imóvel há um ano, R$ 27,1 foram gastos com dívidas gerais desde 1990

Quase todo o dinheiro arrecadado com a sede do Tarumã foi usado para pagar dívidas | Marcelo Elias / Gazeta do Povo
Quase todo o dinheiro arrecadado com a sede do Tarumã foi usado para pagar dívidas (Foto: Marcelo Elias / Gazeta do Povo)

O Paraná divulgou na tarde desta terça-feira (6) o que foi feito com o dinheiro recebido com o leilão da sede do Tarumã, realizado em abril de 2013. Dos R$ 30 milhões pagos pelo Grupo Tacla pelo imóvel, quase metade foi destinada para bancar dívidas com o INSS: R$ 13,4 milhões ou 49,74%.

Débitos com o Imposto de Renda consumiram outros R$ 7,9 milhões e as dívidas trabalhistas, algumas que se arrastam desde 1990, custaram cerca de R$ 2,7 milhões ao clube. O Paraná ainda quitou uma dívida de R$ 3 milhões com a empresa Systema, que participou da negociação do meia Thiago Neves em 2006, na gestão do presidente José Carlos de Miranda.

Veja os números da prestação de contas

Os dados foram apresentados pela diretoria durante reunião do Conselho Deliberativo, em abril. O demonstrativo de pagamento foi entregue ainda ao Conselho Fiscal.

À época do leilão, a expectativa do clube era de que restasse uma parte considerável do valor de R$ 30 milhões para ser reinvestido no clube. No total, o Paraná usou R$ 27.101.099,25 apenas para quitar dívidas. O clube não mencionou o destino dos cerca de R$ 2,8 milhões restantes.

"O valor arrecadado foi lançado na conta corrente do clube que direcionou para pagamento de seus compromissos salariais, mais direitos de imagens dos atletas, compromissos com fornecedores e outros", afirmou o vice de futebol do Tricolor, Celso Bittencourt.

Dada como penhora para bancar uma execução fiscal no valor de R$ 1,080 milhão, a sede do Tarumã, com 50.170,62 metros quadrados, foi avaliada em R$ 45,5 milhões. Ninguém cobriu o valor no primeiro pregão, sendo o imóvel então arrematado em um segundo leilão pelo grupo que planeja construir na região o Jockey Plaza Shopping Center, que concorre para ser o maior de Curitiba.

Balanço

A promotoria de defesa do Consumidor definiu que até esta quarta-feira Paraná e Atlético devem apresentar as justificativas por não terem divulgado seus balanços financeiros de 2013, cuja data era 30 de abril.

Segundo a promotora Renata Fernanda da Silva Soares, em entrevista ao Globoesporte.com, o procedimento aberto ainda é para saber se existe alguma irregularidade. O Coritiba apresentou o balanço na data estipulada.

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