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Justiça define se acusados da morte de paranista irão a júri popular

Audiência de instrução e julgamento da morte do torcedor Diego Gonciero em 2012 ocorre nesta quinta-feira

Bandeira da torcida do Paraná homenageia Diego Gonciero, assassinado em 2012 em uma festa da organizada Fúria Independente | Henry Milléo / Gazeta do Povo
Bandeira da torcida do Paraná homenageia Diego Gonciero, assassinado em 2012 em uma festa da organizada Fúria Independente (Foto: Henry Milléo / Gazeta do Povo)

A Justiça define nesta quinta-feira (28) se os três acusados pela morte do torcedor do ParanáDiego Henrique Gaab Gonciero irão a júri popular. O rapaz, de 16 anos, foi assassinado no dia 1º de julho de 2012, com tiros disparados de um carro, quando participava de um churrasco de confraternização com a torcida do Sport Recife na sede da torcida organizada Fúria Independente, perto do Estádio Durival Britto. A decisão será tomada ao meio-dia na audiência de instrução e julgamento do Tribunal do Júri, em Curitiba.

Os réus são Gilson da Silva Teles, Fabio Marques e Juliano Rodrigues, membros da Torcida Organizada Os Fanáticos, do Atlético. Marques, conhecido por "Barba Ruiva", assumiu a autoria, após os exames de balística apontarem que os disparos saíram da arma pertencente a Rodrigues — ambos são ex-presidentes da Fanáticos. Já Teles estaria conduzindo o veículo no momento dos disparos. Todos cumprem prisão preventiva. Rodrigues, por ser advogado, cumpre a pena em regime domiciliar.

A expectativa da acusação, segundo o advogado Alexandre Oliveira, é de que a audiência tenha um desfecho ainda nesta quinta. Oliveira irá solicitar a transferência de Rodrigues da prisão domiciliar para a Penitenciária Estadual de Piraquara.

"Todas as testemunhas foram localizadas e estão cientes. Não trabalhamos com outra possibilidade a não ser a de um júri popular. Temos os indícios de autoria e materialidade do crime. Esperamos, por se tratar de um crime premeditado e qualificado, no mínimo 20 anos de prisão para cada acusado", afirma Oliveira.

Para o advogado de defesa de Rodrigues, Claudio Dalledone, a hipótese de transferência de seu cliente para a penitenciária está descartada. "A lei diz que, na ausência de uma sala de estado maior, prerrogativa dos advogados, o réu será transferido para prisão domiciliar. A pedido da juíza, tanto a Polícia Militar, quanto as Forças Armadas e o sistema carcerário responderam que essa estrutura não existe no nosso estado", rebate.

Dalledone ainda afirma que dificilmente a audiência chegará a um desfecho nesta quinta. "São 33 testemunhas, há o interrogatório dos acusados, mais a sustentação oral de acusação e defesa. Por lei, deveríamos chegar a essa definição ainda quinta-feira, mas acredito ser praticamente impossível. Apenas se a audiência varasse a madrugada", diz.

O advogado de Rodrigues também revela que vai comprovar que a arma usada no crime não é de seu cliente. "Foi apresentada outra arma. A do Juliano [Rodrigues] nunca saiu de sua casa", garante.

Manifestação

A família de Diego Henrique Gaab Gonciero planeja uma manifestação em frente ao Tribunal do Júri no horário da audiência. "Esperamos justiça. O que fizeram com meu filho não se faz a ninguém. Matar alguém assim, de graça, como se fosse um bicho. Esperamos pela condenação dos acusados", afirma José Roberto Gonciero, pai de Diego.

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