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Paranaense

Paraná enfrenta problema crônico na linha de frente

Tricolor já está há três rodadas sem marcar gols no Estadual. Técnico testou combinações diferentes no ataque em todos os jogos

Carlinhos era o 9 antes da chegada de Giancarlo | Antonio More/ Gazeta do Povo
Carlinhos era o 9 antes da chegada de Giancarlo (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)

Finalizadas quatro rodadas do Estadual, o Paraná já amarga um incômodo tabu no ataque. Tirando a estreia contra o Cianorte, quando venceu por 2 a 0, o Tricolor passou em branco diante de Maringá, Coritiba e J. Malucelli. Uma sequência de três partidas sem balançar a rede adversária que atesta o crônico problema de pontaria do time treinado por Milton Mendes.

INFOGRÁFICO: Confira as formações ofensivas já utilizadas por Milton Mendes

O Paraná é o dono do pior ataque da competição – está empatado com o Atlético –, com apenas dois gols marcados. E não é por falta de tentativa que a artilharia anda enguiçada na Vila Capanema. A equipe tem finalizado uma média de 9,25 vezes por duelo – 37 no total. Só que os arremates têm levado pouco perigo aos goleiros rivais.

A culpa, segundo o técnico, é do azar. "Criamos chutes de fora da área; as bolas foram cruzadas; o goleiro tirando em cima da linha; e a deles vai lá e entra. O que eu posso dizer?", questiona Milton Mendes. O fato é que ele mantém desde o primeiro jogo o mesmo esquema tático – com dois jogadores abertos e um centralizado –, mas sempre alterando as peças. Ou seja, o ataque ainda não teve chance de entrosar. Por ali passaram sete atletas (Carlinhos, Luisinho, Júlio César, Paulo Roberto, Léo, Marco Aurélio e Giancarlo) entre os titulares. Diante disso, o comandante vai precisar de uma nova solução, seja em nomes ou na forma de jogar, para voltar a balançar as redes adversárias. A começar pelo confronto com o Operário, no domingo, às 17 horas, em Ponta Grossa. Enquanto isso, o descontentamento com o trabalho do técnico cresce entre os torcedores, que já pedem sua demissão.

Clamor que a diretoria paranista não pretende ouvir, por enquanto. A intenção na Vila Capanema é capacitar o elenco para dar mais opções à comissão técnica. "No decorrer, o quanto antes melhor, vamos trabalhar em algumas contratações. A base está aí, mas com certeza alguma peça virá", garante o vice-presidente de futebol, Celso Bittencourt.

No início da temporada, o Paraná trouxe três atacantes (Danillo Galvão, Keno e Marco Aurélio) e eles tiveram poucos minutos em campo. Ao ver que precisava de um jogador de área, o clube buscou Giancarlo no São Caetano. Ele estreou contra o Jotinha e nem sequer chutou a gol.

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