
Lucas Otávio nasceu em Bandeirantes, no Norte do Paraná, mas foi criado na vizinha Cambará, com passagem relâmpago pela base do extinto Matsubara. Foi ainda aos 11 anos para o Santos. No clube que revelou Pelé, oito anos depois, vestiu a braçadeira de capitão da equipe que conquistou a Copa São Paulo de 2014. Terminou com o prêmio de melhor da competição. Predicados que o qualificam como uma das maiores apostas do Peixe, clube com o qual tem contrato e multa rescisória estipulada em 30 milhões de euros.
Foi com essas credenciais que o volante Lucas Otávio chegou por empréstimo ao Paraná durante a Copa do Mundo. Com apenas 19 anos e 1,64 metro de altura, o baixinho se consolidou rapidamente como titular da equipe comandada por Claudinei Oliveira técnico com quem trabalhou na base santista e responsável por sua vinda ao Tricolor.
Além da confiança do treinador, as estatísticas na Série B mostram por que desbancou jogadores experientes como Edson Sitta e Túlio Souza para se tornar titular no meio de campo paranista. Nas cinco partidas que disputou, acertou 91,5% dos passes, cometeu apenas quatro faltas e arriscou oito chutes a gol. Dados importantes para um primeiro volante, que não apenas faz a proteção da zaga, mas também vai ao ataque quando surge a oportunidade.
"Sempre tento me sobressair em alguma coisa. Nos treinamentos, aprimorar o passe e a visão de jogo, para que nas partidas possa ter um bom aproveitamento", afirma o garoto, que na chegada ao clube se definiu como um meio-campista moderno, que une marcação, passe e ofensividade. "Por ter baixa estatura, às vezes houve desconfiança. Mas desde cedo meu pai me ensinou a me sobressair em outros aspectos para compensar essa característica", revela Lucas Otávio, que não escapa das brincadeiras. "Ficam chamando de baixolinha, mas eu não ligo", conta.
Apesar das raízes no Norte do Paraná, ele pouco lembra da terra natal. "Saí muito cedo, já foram oito anos de Santos. O que me lembro é que o estado é sensacional e que era muito quente. Agora que vim conhecer esse frio todo de Curitiba", brinca, sabendo que além das baixas temperaturas o grande desafio na passagem pela capital paranaense será ajudar a tirar o Tricolor da zona de rebaixamento da Série B.



