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Justiça

Prefeitura rebate críticas de advogado do Paraná sobre a Vila Capanema

Apesar do interesse no terreno, onde seria erguido um complexo administrativo em troca de reforma na Vila Olímpica do Boqueirão, município diz que não pode fazer parte do processo que opõe o clube à União

Tricolor tem dia decisivo nesta quarta-feira sobre a permanência na Vila Capanema. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Tricolor tem dia decisivo nesta quarta-feira sobre a permanência na Vila Capanema. (Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo)

A prefeitura de Curitiba repudiou nesta quarta-feira (15) as críticas do advogado Márcio Nóbrega, que defende o Paraná na ação judicial que envolve a Vila Capanema. Em julgamento no Tribunal Regional Federal da 4.ª região (TRF-4), em Porto Alegre, nesta quarta, o Tricolor tenta recorrer de uma decisão favorável à União, proferida pela Justiça Federal em 2013, que garante a posse do terreno ao governo federal e determina a desocupação da área.

O clube discute a posse do Durival Brito, cuja área pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), há 43 anos. Em 2013 o clube começou a negociar com a prefeitura a possível utilização do terreno para abrigar um complexo administrativo municipal em troca da construção de um novo estádio na Vila Olímpica do Boqueirão.

Na terça-feira (14), em entrevista à Gazeta do Povo, o advogado declarou que a prefeitura tinha interesse na área, mas não teve no julgamento. “Nós entendemos que ela deveria participar do processo, mas eles entenderam que, por questões técnicas, não deveriam. Adiamos duas vezes o processo para que se manifestassem, fizessem uma composição conosco, mas o prefeito [Gustavo Fruet] não mexeu uma palha”, disse Nóbrega, que trabalha no caso desde 1981.

Em nova enviada ao jornal, a prefeitura afirma “que sempre manteve diálogo permanente com as diretorias do Paraná Clube e que, portanto, são equivocadas as informações prestadas pelo advogado Márcio Nóbrega, de que não teria havido interesse da administração pública municipal no processo”.

A prefeitura teria, segundo o texto, se manifestado diante do TRF 4 para informar a existência de negociação envolvendo a União e requisitando o adiamento do julgamento por duas vezes.“Jamais, por norma mais comezinha do Direito, a Prefeitura poderia fazer parte de uma ação judicial cujas partes envolvidas são a União e o Paraná Clube”, informou a nota.

A reportagem tentou contato com Nóbrega, mas o advogado está em Porto Alegre representando o Tricolor no TRF-4. Até o inicio da tarde desta quarta-feira (15) ele ainda não havia feito a sustentação oral do recurso referente a uma decisão favorável conquistada pela União, proferida pela Justiça Federal ainda em 2013.

Leia nota na íntegra a nota da prefeitura de Curitiba

Em relação à reportagem “Paraná vive clima de semifinal na luta pela Vila Capanema”, publicada pela Gazeta do Povo, a Prefeitura de Curitiba esclarece que sempre manteve diálogo permanente com as diretorias do Paraná Clube e que, portanto, são equivocadas as informações prestadas pelo advogado Márcio Nóbrega, de que não teria havido interesse da administração pública municipal no processo. A pedido da diretoria do clube, a Prefeitura manifestou-se perante o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4) para informar a existência de tratativas de negociação envolvendo a União e requisitar o adiamento do julgamento, o que foi feito por duas vezes.

Jamais, por norma mais comezinha do Direito, a Prefeitura poderia fazer parte de uma ação judicial cujas partes envolvidas são a União e o Paraná Clube. A Prefeitura mantém o entendimento de que, para uma resolução bem-sucedida da questão, seria necessário que a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), ligada ao Ministério do Planejamento, concordasse em ceder a área da Vila Capanema à Prefeitura, fato que ainda não ocorreu.

A Prefeitura de Curitiba continuará prestando auxílio ao Paraná Clube e sua diretoria, a qual já buscou apoio da administração municipal inclusive no embargo à arrematação da Vila Olímpica do Boqueirão, ocorrida no mês passado.

Tendo em vista os fatos acima apresentados, a Prefeitura de Curitiba não entende e repudia as afirmações feitas à reportagem da Gazeta do Povo pelo representante legal do Paraná Clube.

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