Publicidade
28 de julho

Moraes marca depoimento de Flávio Bolsonaro em ação sobre post contra Lula

Ministro fixou data após defesa do senador pedir mais prazo por conta da agenda da pré-campanha.
Ministro fixou data após defesa do senador pedir mais prazo por conta da agenda da pré-campanha. (Foto: Antonio Augusto/STF)

Ouça este conteúdo

Apuração em andamento

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes marcou para as 14 horas do dia 28 de julho o depoimento à Polícia Federal (PF) do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na ação sobre suposta calúnia contra o presidente Lula (PT). A defesa havia pedido mais tempo por conta da agenda da pré-campanha. A corporação, então, enviou o pedido a Moraes.

Apesar de não impor qualquer sanção, o ministro observou que não foram apresentados comprovantes para demonstrar que não havia vácuo na agenda nos dez dias fixados.

Flávio passou a ser investigado após uma postagem comentando a prisão, pelo exército americano, do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Ele disse que Lula seria delatado e fez uma listagem de crimes: "tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas".

A PF concluiu que houve crime contra a honra do presidente da República. O relatório final, porém, retornou à corporação após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, observar que seria oportuno um depoimento, uma vez que a punição pode não ocorrer caso haja um pedido de desculpas. Moraes concordou e deu dez dias para a oitiva.

Ao argumentar que o prazo era muito curto, a defesa do senador citou outros inquéritos que tramitaram por anos na Corte sem um arquivamento, como a investigação contra o ex-deputado federal Daniel Silveira. O Supremo tem sido criticado por advogados nesse tópico, sobretudo em relação ao chamado inquérito das fake news, que já tramita há mais de sete anos.

A prescrição do poder de punir começa a contar no dia do fato. Nesse caso, a postagem ocorreu em 3 de janeiro de 2026. O cálculo é feito com base na pena máxima aplicável. A calúnia contra o presidente da República pode levar o réu a uma punição de no máximo dois anos e oito meses. De acordo com o Código Penal, a pretensão para esta faixa ocorre em oito anos. Com tudo isso, a prescrição só ocorreria em 3 de janeiro de 2034. A contagem, no entanto, reinicia assim que a denúncia é recebida e o investigado se torna réu.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a assessoria de Flávio para saber se ele irá ao depoimento e se pretende se desculpar. O espaço segue aberto para manifestação.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.