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Pronto para ocupar o Ninho da Gralha, Paraná faz treino de despedida no CT Racco

Depois de 18 meses utilizando campo alugado na Cidade Industrial, Tricolor vai desfrutar de estrutura própria em Quatro Barras. Local já acomodava as atividades das categorias de base

Batizado de CT Racco por causa do patrocinador do Paraná, o CT Barcellos deixa de abrigar os treinos diários do time. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Batizado de CT Racco por causa do patrocinador do Paraná, o CT Barcellos deixa de abrigar os treinos diários do time. (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

O Paraná se despede nesta quarta-feira (4) do CT Racco. A partir de quinta-feira (5), a nova casa de treinos do Tricolor será o Ninho da Gralha, em Quatro Barras, onde o elenco continuará com os trabalhos visando à partida contra a Chapecoense, pela Copa do Brasil, na próxima quarta-feira (11), e a estreia do time na Série B do Brasileiro, no sábado (14) seguinte, contra o Brasil-RS.

A união do elenco profissional e da base, que já tem suas atividades concentradas no centro de treinamentos na região metropolitana, foi uma das promessas de campanha do presidente Leonardo Oliveira, eleito no ano passado. O compromisso era deixar em março o CT Barcellos – chamado de Racco devido ao patrocínio da empresa curitibana de cosméticos –, mas atrasos na obra no Ninho adiaram a mudança. Ao todo, o clube utilizou as instalações na Cidade Industrial de Curitiba por 18 meses.

A reforma no Ninho para receber o elenco profissional paranista começou em outubro de 2015 e está sob os cuidados do contador Itamar Bill, contratado no último ano para gerenciar o local após indicação do empresário Carlos Werner – principal investidor do Tricolor.

Apesar de deixar a estrutura em Curitiba, o Tricolor carregará consigo o aporte financeiro que viabilizou a ocupação do CT Barcellos. A Racco segue como patrocinadora do clube e os R$ 50 mil que eram pagos mensalmente para ocupar o local serão remanejados à nova casa paranista.

O Ninho da Gralha não está livre de imbróglios judiciais. O Tricolor apontou o local como garantia ao empresário Léo Rabello no processo envolvendo a transferência do meia Thiago Neves. Um acordo entre clube e Rabello, no começo do ano, liberou o imóvel da ação. Porém, a área segue em litígio devido a uma reclamação judicial de Renê Bernardi, ex-sócio da empresa BASE e investidor do Ninho. Ele cobra R$ 10 milhões na Justiça como ressarcimento pelo montante aplicado no local.

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