
Michel Platini – presidente da Uefa desde 2007, suspenso por oito anos de qualquer atividade relacionada ao futebol –considerou sua punição uma “verdadeira fraude” e afirmou que vai recorrer da decisão.
“Estou convencido que minha sorte já estava lançada antes da audiência do dia 18 de dezembro e que esse veredito não é mais do que o revestimento patético de uma vontade de me eliminar do mundo do futebol”, afirmou Platini, que estava suspenso preventivamente por 90 dias desde outubro.
“Estou em paz com minha consciência”, concluiu o ex-jogador francês, que disse não estar surpreendido pela decisão tomada nesta segunda-feira (21) pelo Comitê da Fifa.
Platini deve pagar ainda uma multa de 74 mil euros (R$ 320 mil), maior que a multa atribuída a Blatter, fixada em 46.295 euros (R$ 200 mil).
Assim como Blatter, o francês declarou que prevê recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS) e, “chegado o momento, à justiça civil”, para que seja indenizado por todo o prejuízo sofrido “durante longas semanas”.
Thibaud d’Alès, advogado de Michel Platini, criticou o “cinismo procedural” da justiça interna da Fifa, estranhando que os motivos da suspensão de seu cliente, necessários para abrir uma apelação, serão comunicados “somente na primeira metade de janeiro de 2016”.
“É preciso aplaudir os juízes da Fifa, eles realmente são muito coerentes. Em nenhum momento eles deixaram de lado esse cinismo procedural e jurídico, que tinha como único objetivo atrapalhar Michel Platini e sua vontade de concorrer à presidência da Fifa”, criticou d’Alès, que viu seu cliente ser suspenso de qualquer atividade ligada ao futebol por 8 anos.
“Indo contra o calendário imposto pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), que queria que o caso pudesse ser estudado antes das eleições presidenciais (26 de fevereiro), a Fifa anunciou oficialmente a Platini que os motivos da decisão só serão comunicados na primeira metade de janeiro 2016”, acusou o advogado.
“O regulamento da Fifa, porém, proíbe qualquer apelo antes da recepção de uma decisão motivada”, continuou d’Alès, afirmando que pediu em 18 de dezembro que a decisão seja divulgada.
“Se a preocupação da Fifa é realmente a ética, não posso imaginar que não acatem nosso pedido”, concluiu o advogado, que precisa da aprovação da entidade para poder recorrer diretamente ao TAS, sem passar pela Câmara de Recursos da Fifa.



