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Vítima de racismo no metrô de Paris recusa convite para jogo do Chelsea em Londres

Convidado por José Mourinho, francês diz não querer se sentar perto daqueles que o discriminaram por causa da cor da sua pela

O homem negro impedido de embarcar no metrô de Paris por torcedores do Chelsea que gritavam frases racistas disse que ainda está traumatizado e não vai aceitar o convite do clube inglês para assistir à partida entre Paris Saint-Germain e Chelsea, em Londres. O técnico do Chelsea, José Mourinho, convidou o francês, identificado apenas como Souleymane, para a partida de volta do confronto nesta quarta-feira (11) em Stamford Bridge.

“Eu não vou. Eles não podem me comprar com um pequeno pedaço de papel. Não sou uma criança”, disse Souleymane à rádio RTL, de Paris. “Eu não quero sentar naquele estádio perto das pessoas que me empurraram”.

No jogo de ida, dia 17 de fevereiro, em Paris, torcedores do Chelsea que cantavam “nós somos racistas e é assim que gostamos” empurraram Souleymane enquanto ele tentava embarcar no vagão do metrô antes do empate de 1 x 1 contra o PSG. Mourinho disse que estava com nojo do comportamento dos torcedores, dos quais cinco foram suspensos de assistir a partidas após serem identificados a partir de imagens de vídeos amadores. Souleymane disse que não estava mais dormindo devido ao incidente.

“Eu ainda ouço as vozes das pessoas que me empurram por conta da cor da minha pele... não posso mais ir ao trabalho. Eu convivo com o racismo, mas é a primeira vez que tive que ir ao médico para pedir remédios para me acalmar”, disse o francês.

Após o incidente, as polícias de Londres e Paris começaram investigações, e o Chelsea disse que poderia emitir ordens de banimentos aos envolvidos.

“Eu quero que estas pessoas sejam processadas e que a Justiça seja feita... o racismo precisa acabar”, acrescentou Souleymane.

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