
Com a teoria do futebol de resultado, o Atlético sagrou-se, neste domingo (3), campeão estadual pela 22ª vez. Na Arena da Baixada, o rubronegro venceu o Cianorte por 2 a 0, para um público de quase 21 mil pagantes. Além encerrar o jejum de quatro anos sem conquistas, o Furacão estragou a festa do maior rival, o Coritiba, que sonhava em erguer a taça do Paranaense no ano do centenário do clube.
Apesar da polêmica do regulamento, que só foi resolvida nos tribunais, no fim do campeonato o time de melhor campanha ficou com o título. Mesmo contabilizando apenas quatro derrotas em 22 jogos (Cianorte, Paranavaí, J.Malucelli e Coritiba), os comandados de Geninho não empolgaram. Jogaram para o gasto.
Confiança do comandante
Com praticamente o mesmo elenco que lutou contra o rebaixamento no Brasileiro de 2008 até a última rodada, o Atlético encontrou dificuldade até mesmo dentro da Arena. Exemplo disso foi a partida acirrada com o Nacional. O empate em 2 a 2 poderia terminado em triunfo do time de Rolândia. Na segunda fase, novo encontro na Baixada e o Nacional foi derrotado por 1 a 0, mas deu cansaço no Furacão.
O grande trunfo atleticano foi atacante Rafael Moura. Artilheiro do Estadual, o He-Man foi decisivo ao marcar gols importantes, como na vitória por 3 a 0 diante do Paraná na segunda fase. Moura marcou duas vezes e afastou de vez a possibilidade de título do Tricolor.
Paranaense dentro de campo e nos tribunais
A primeira fase do Campeonato Paranaense de 2009foi marcada pelo equilíbrio dentro das quatro linhas. Fora delas, nos bastidores, polêmico texto do artigo 9º do regulamento do Estadual chamou a atenção negativamente. Provocou amplas discussões e foi parar nos tribunais. O Atlético queria fazer valer o texto que dizia basicamente que o time de melhor campanha teria o direito de jogar todas as sete partidas da segunda fase dento de casa.No campo, Furacão foi o melhor time da primeira fase. Começou arrasador, porém dois tropeços diante de Cianorte e Paranavaí ligaram o sinal de alerta na Arena. Com a base do time que lutou contra a degola no Brasileiro de 2008, e mais os reforços de Lima, Jorge Preá e Marcinho, o técnico Geninho levou o Rubro-Negro com sobras ao octogonal. (assista ao vídeo)
Conquista nos tribunais, pressão dentro de campo
O Atlético conquistou, por determinação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o direito de jogar todas as partidas de segunda fase na Arena. Com o supermando nas mãos, o time de Geninho sentiu a responsabilidade de título e começou mal na fase decisiva.
A derrota de virada para o J.Malucelli, somanda com a vitória do Coxa diante do Paranavaí, carregou o Rubro-Negro na terceira colocação do octogonal, apesar dos dois pontos extras trazidos da primeira fase como prêmio pela melhor campanha.
A equipe se recuperou, passou vencer seus jogos de maneira apertada - fora o clássico com o Paraná. Até que o empate entre Coritiba e Malucelli e a derrota do Alvirerde para o Iraty deixaram o Furacão numa posição confortável antes do Atletiba na penúltima rodada.






