
Londres - Roger Federer gravou seu nome na história do tênis. Após 4 horas e 16 minutos de batalha contra o norte-americano Andy Roddick, o tenista suíço conquistou, ontem, o hexacampeonato de Wimbledon e se tornou o maior vencedor de Grand Slams, com 15 títulos, superando o ex-jogador norte-americano Pete Sampras, que soma 14 e acompanhou a partida na tribuna de honra.
"Muito obrigado por vir. Sei que a distância é grande, mas você é uma estrela e nós gostamos de ver você aqui. É um grande prazer jogar diante de tantas lendas", disse Federer a Sampras, no discurso de agradecimento, após a vitória por 3 sets a 2, com parciais de 5/7, 7/6 (8/6), 7/6 (7/5), 6/3 e 16/14.
O americano não ia a Londres para o torneio desde 2002, quando se aposentou. Ele era só um dos astros na tribuna, que contava com outros campeões, como o sueco Bjorn Borg, o australiano Rod Laver, o americano John McEnroe, o alemão Boris Becker, o romeno Ilie Nastase e o espanhol Manolo Santana.
Mas a vitória de Federer não foi nada fácil. Embora tivesse um retrospecto favorável de 18 a 2 contra Roddick antes da partida, foi o americano que entrou mais vivo no jogo: cometendo apenas três erros, o norte-americano conseguiu uma quebra no 11º game a primeira do jogo e partiu para a vitória no primeiro set.
Federer recuperou-se nas duas séries seguintes, ambas vencidas no tie-break. No quarto set, reação de Roddick, que superou o repertório de aces do rival (foram 50 pontos diretos, contra 27 do americano) para fechar a parcial e fazer 2 a 2 no jogo.
Como em Grand Slams não há tie-break no quinto set, o jogo se estendeu até um dos tênis abrir dois games de vantagem. Enfim, após 1h35min de disputa e muita frieza por parte dos dois tenistas, Federer conquistou uma quebra e fechou o jogo, fazendo 16 a 14 no último set.
Após a vitória histórica, o suíço fez questão de reconhecer o desempenho de Roddick, que impressionou por voltar a disputar uma decisão em Wimbledon, depois de ter perdido para o próprio Federer em 2004 e 2005. "Foi uma partida maluca, com um fim inacreditável, e minha cabeça ainda está girando. Andy é um cara inacreditável, jogou um grande tênis hoje (domingo)", elogiou o suíço, que recupera hoje o posto de número 1 do mundo, em grande parte graças à ausência de Rafael Nadal. O espanhol não defendeu o título conquistado na antológica final do ano passado, e vai perder 2 mil pontos no ranking da ATP.
"Este ano está louco. As coisas não pareciam ir bem quando eu perdi a final do Aberto da Austrália. Mas é incrível poder reagir, vencer em Roland Garros e Wimbledon", concluiu o suíço.





