O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse nesta segunda-feira em um evento em Joanesburgo que quer mais dois assistentes em campo para evitar erros de arbitragem como o que classificou a França para a Copa do Mundo. Blatter informou que o assunto será discutido na reunião do Comitê Executivo, nesta quarta-feira, na Cidade do Cabo, e que a mudança pode acontecer já para o Mundial de 2010.
"Todas as câmeras mostraram a trapaça no gol que classificou a França, mas nem sempre o árbitro é capaz de ver tudo, ele só tem dois olhos. Se tivéssemos um assistente atrás de cada gol, ele poderia ter visto a irregularidade. Poderia também não ter visto, mas de qualquer forma precisamos trabalhar para minimizar os erros já na Copa do Mundo de 2010. Podemos fazer mudanças já para este Mundial. É, sim, possível que isso aconteça", prometeu o dirigente, que revelou, também, a proposta feita pela Irlanda para que o Mundial tenha 33 seleções.
"Naturalmente, a Irlanda está infeliz com o que aconteceu e pediu para ser incluída na Copa, subindo o número de participantes para 33. Levarei o pedido ao comitê da Fifa", disse.
Blatter praticamente descartou o auxílio eletrônico à arbitragem, com o argumento de que isso interromperia demais o jogo. Ainda assim, deixou clara sua vontade de contar com dois auxiliares e ressaltou que algo precisa ser feito até o Mundial.
"Se não conseguirmos isso, temos que deixar nossos papéis na mesa e ir pra casa. Temos seis meses para melhorar esta questão e garantir que a Copa será disputada de forma mais limpa possível", destacou ele, apelando também para que os jogadores tenham "fair play" em campo.
Outro ponto de discussão da reunião do Comitê Executivo, segundo adiantou Blatter, será o sistema de eliminatórias para a Copa do Mundo. O presidente da FIFA não considera justo que uma classificação para a Copa muitas vezes seja decidida em apenas uma ou duas partidas, como aconteceu neste ano na Europa, na África, entre Uruguai e Costa Rica e entre Nova Zelândia e Bahrein.
"O futebol é muito importante para muitos países. Decidir uma classificação para a Copa neste sistema, às vezes em um jogo como o que aconteceu entre Egito e Argélia, é o que temos que rever. Não é tão simples, envolve uma série de fatores como o calendário, por exemplo, mas é um assunto que precisa ser discutido".



