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Cartão Vermelho

Justiça prorroga a prisão temporária de Onaireves Moura e mais oito

Polícia espera que prazo seja suficiente para esmiuçar investigações em torno do ex-presidente da FPF e de outros oito acusados de desvio de dinheiro e formação de quadrilha

Guilhermina Guinle no papel da socialite Alice, em "Paraíso Tropical" | Reprodução www.globo.com/paraisotropical
Guilhermina Guinle no papel da socialite Alice, em "Paraíso Tropical" (Foto: Reprodução www.globo.com/paraisotropical)

A Justiça determinou nesta sexta-feira (9) a prorrogação dos mandados de prisão temporária das nove pessoas presas durante a Operação Cartão Vermelho, deflagrada na última terça-feira. Entre os detidos está o ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Nilo Rolim de Moura, além de outros oito acusados de desvios de dinheiro, fraude processual e à execução, estelionato, formação de quadrilha e apropriação indébita na entidade máxima do futebol estadual.

O delegado-chefe do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), Sérgio Sirino, pediu a prorrogação das prisões para que as investigações corram com maior tranqüilidade, uma vez que o caso é complexo e cheio de minúcias. "O caso é muito extenso e é fundamental para o bom andamento das investigações que todos os depoimentos sejam confrontados", revelou, em entrevista à Agência Estadual de Notícias.

O secretário de segurança do estado, Luiz Fernando Delazari, tem acompanhado o caso e acredita que os desvios de dinheiro e prejuízos ao futebol do Paraná podem ser maiores do que se esperava. "Apuramos que existe uma outra empresa criada para receber recursos, para desviar dinheiro da FPF. Estamos ainda no calor das investigações, mas estamos progredindo. Ainda não podemos divulgar mais detalhes, por questões de auditoria e checagens, mas em breve teremos novidades, inclusive a respeito de manipulação de resultados, o que tem aparecido nas investigações com freqüência", explicou à Rádio CBN.

Na maior parte desta sexta-feira, Cirus Itiberê da Cunha, o antigo presidente da Comissão de Fiscalização de Arrecadação (Comfiar) – empresa que teria servido de fachada para as operações fraudulentas – prestou depoimento. Já o interrogatório de Onaireves Moura inicialmente marcado para o fim da manhã, começou apenas por volta das 18h desta sexta. A justificativa da polícia para o atraso é que as perguntas ainda não estavam prontas, tamanha a complexidade do caso. Até as 21h20 desta sexta, o depoimento prosseguia, sem prazo para terminar.

Ainda pela manhã, policiais do Nurce apreenderam documentos, veículos e equipamentos na sede da FPF. A ação policial aconteceu em conseqüência de depoimentos de dirigentes dados na terça-feira (6). Além de apreender quatro caixas com documentos, dois veículos e um notebook, os policiais também lacraram a sede da Comfiar.

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