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Paranaense

Lenílson vira quebra-cabeça na Vila

Paraná tenta encontrar um meio de renovar com o meia, cujo contrato de empréstimo com o clube acaba dia 31 de maio. Dono dos direitos do atleta só aceita vendê-lo

Lenílson admite interesse em ficar no Paraná, mas precisa convencer o Jaguares, do México, a negociá-lo | Antonio Costa/Gazeta do Povo
Lenílson admite interesse em ficar no Paraná, mas precisa convencer o Jaguares, do México, a negociá-lo (Foto: Antonio Costa/Gazeta do Povo)

Ainda procurando reforçar o seu elenco, depois de um início de ano muito ruim, o Paraná pode perder o seu principal jogador para a disputa da Série B – prioridade do clube em 2009. O contrato de empréstimo do meia Lenílson vence em maio e, para o camisa 10 permanecer na Vila Capanema, o Tricolor terá de fazer um esforço considerável.

Ele chegou em janeiro ao Tricolor, após ter defendido o Atlético-MG no ano passado, com vínculo até o dia 31 de maio. Foi mais uma vez emprestado pelo Jaguares-MEX, clube que adquiriu 100% de seus direitos federativos ao São Paulo, em 2007, e com quem tem contrato até maio de 2010.

Apesar de tanto o atleta, quanto o Paraná terem manifestado interesse na renovação, o novo acerto está longe de se concretizar. No momento, só uma coisa é certa: ele não volta para o México.

O jogador e sua família não se adaptaram à cidade de Chiapas (sede do Jaguares), principalmente, ao forte calor. Motivo suficiente para ele seguir no Brasil, reforçado (e muito) com o surgimento da gripe suína, doença que tem no México seu local de origem e maior foco de contaminação.

"O Lenílson já vinha manifestando bem antes o desejo de não retornar. Mas essa gripe está deixando todo mundo assustado", diz Paulo Nehmy, empresário do camisa 10.

O problema é que os mexicanos não aceitam um reempréstimo – e adquirir os direitos do atleta seria caro e nem está nos planos do Paraná. "Será uma negociação complicada. Vamos ter de conseguir a liberação dele de alguma forma, estamos pensando como fazer isso", afirma Nehmy.

Caso o primeiro entrave seja superado, ainda há outros. Primeiro, a necessidade de um reajuste de salário. Especula-se que Lenílson receba R$ 30 mil do Paraná. Fora do país, ele ganhava quatro vezes mais. "Sem dúvida, será necessário rever o salário", conta o empresário.

Revisão que, se ajustada, poderia barrar uma terceira complicação: as propostas de outros clubes. O destaque que teve no São Paulo ainda proporciona mercado na Primeira Divisão para Lenílson. "Ele teve duas propostas de clubes da Série A e uma oportunidade no Catar. Mas o Paraná tem prioridade, pela postura que o Márcio Villela (vice-presidente de futebol) demonstrou até o momento", revela Nehmy.

O jogador também foi procurado por um empresário que queria levá-lo para o Atlético. No entanto, o Rubro-Negro não tem interesse na contratação.

Resta ao Paraná correr contra o tempo. Afinal, a Segundona está próxima de começar. Na primeira rodada, o Tricolor enfrentará o Bahia, em Salvador, no dia 9. A reportagem entrou em contato com a diretoria paranista para tratar do assunto, mas não foi atendida.

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