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Série B

Má fase custa o pescoço de cinco na Vila

Além de tirar quinteto do time profissional, Paraná sai à caça de reforços. Ricardinho, o ”rei do drible”, já fez até exames médicos e outros três atletas podem vir do Goiás

Os torcedores do Paraná levaram faixas de protesto, xingaram o meia Cristian e pediram a exclusão do quadro social de conselheiros que não são paranistas. | Pedro Serapio/Gazeta do Povo
Os torcedores do Paraná levaram faixas de protesto, xingaram o meia Cristian e pediram a exclusão do quadro social de conselheiros que não são paranistas. (Foto: Pedro Serapio/Gazeta do Povo)

A torcida cobrava medidas enérgicas da diretoria. Esta, por sua vez, prometia agir com rigor em breve. Ontem, finalmente foram tomadas as primeiras medidas para tirar o Paraná da 18ª posição da Série B, na zona de rebaixamento à Terceira Divisão.

Após diversas reuniões da diretoria, o clube apresentou uma lista de dispensa. Por enquanto, cinco atletas foram escolhidos para pagar pela péssima campanha: o lateral-direito Claudemir, o lateral-esquerdo Thyago Fernandes, o zagueiro Ricardo Ehle, o atacante Diego Ratinho e o volante Léo.

Só os dois primeiros continuarão no clube até o término dos contratos, treinando separados do elenco profissional, na Vila Olímpica do Boqueirão. Os três últimos já foram embora. O volante Léo, inclusive, terá de operar o joelho direito e ficará seis meses parado. Por isso foi feito um acordo com a empresa L.A. Sports. A parceira do Tricolor cuidará da reabilitação do jogador.

Outra conseqüência do momento terrível pelo qual passa o time foi a sentida pelo zagueiro Douglas. O defensor foi mandando de volta para o time júnior, deixando como opções para a posição – em condições de jogo – apenas Daniel Marques, Luciano e o recém-chegado Samuel.

Apesar de já ter assinado com o Toledo para disputar a seqüência da Terceirona, um dos mais indignados com a dispensa era o zagueiro Ricardo Ehle. "Fui chamado na secretaria e informado que o Paulo Comelli não ia me aproveitar mais, em uma decisão da comissão técnica e da diretoria. É uma situação bem difícil de entender. Fui pego de surpresa, fiquei abatido por sair assim, nesta situação", lamentou o atleta, sem saber explicar por que o Paraná não sair da rabeira.

Enquanto alguns jogadores marcados pela torcida seguem treinando, como Cristian, Gílson e Fábio Luís, o zagueiro vai embora questionando a avaliação que custou seu emprego. "A torcida sempre me apoiou, não tenho nem palavras para dizer o que passa na minha cabeça. Não sei se o 'professor' viu os jogos que eu tive, contra o Corinthians e o Criciúma. Minha garra, minha vontade de vencer. Não sei se ele olhou só o jogo contra o CRB, que todo o time foi mal, e decidiu me crucificar. Mas não guardo mágoa. Tenho que trabalhar porque a vida continua", finalizou.

Completando o plano de emergência para salvar o clube do vexame da Terceirona em 2009, o presidente Aurival Correia confirmou o interesse no goleiro Mauro, ex-Santos, Marília e Ituano, e no atacante Ricardinho, conhecido como o Rei do Drible, ex-Atlético e Ipatinga.

"Temos interesse. O Ricardinho já fez exame médico. Quanto ao Mauro, não há nada acertado ainda", afirmou.

Do Goiás devem vir mais três jogadores: o volante Pituca, o atacante Schwenk e o lateral-esquerdo Fabinho, revelado pelo Tricolor.

Outros possíveis reforços são o atacante Cristiano, que jogou no Paraná em 2006 e estava no J. Malucelli, e o volante Éverton César, que defendeu o clube em 2003.

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