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guia do paranaense 2011

Mais um ano de laboratório

Sem dinheiro em caixa, Tricolor aposta em jogadores desconhecidos para não fazer feio no Estadual, e assim montar a base da equipe que disputará a Série B a partir de maio

Roberto Cavalo -É o Batman do Tricolor. Para embalar a equipe no Estadual, terá de utilizar todo o cinto de utilidades e o seu supercontrole psicológico. A maestria como detetive, uma das suas armas, tem de funcionar – pois foi o treinador que moldou um time forjado totalmente com jogadores desconhecidos | Marcos de Mello
Roberto Cavalo -É o Batman do Tricolor. Para embalar a equipe no Estadual, terá de utilizar todo o cinto de utilidades e o seu supercontrole psicológico. A maestria como detetive, uma das suas armas, tem de funcionar – pois foi o treinador que moldou um time forjado totalmente com jogadores desconhecidos (Foto: Marcos de Mello)

O que esperar do Paraná no Estadual? Pergunta de difícil resposta. Com o orçamento minguado e sem a ajuda de empresários, o Tricolor se vira do jeito que dá. Os reforços chegaram, mas nenhum que causasse impacto – o prometido presente de Natal ainda não saiu da loja. E o que é pior: a base que chegou a empolgar na Série B do ano passado, com destaque para Juninho, Kelvin e Anderson Aquino, foi desmontada. Ou seja: o que vier é lucro.

"É difícil", resume, com sinceridade o técnico Roberto Cavalo, a quem coube a missão de reorganizar o time. Ciente da responsabilidade, o treinador/olheiro não faz falsas promessas. Admite que o clube larga atrás de Atlético e Coritiba, seus dois principais rivais. Até o Corinthians Paranaense, pelo tempo de preparação, segundo ele, se encontra em um estágio superior ao do Tricolor.

Constatações que, em um primeiro momento, deixam o time longe do troféu, com poucas chances de repetir 2007, o último grande momento do Paraná no Regional. O objetivo é outro. Usar o Estadual como laboratório para garimpar talentos e formar uma equipe capaz de fechar o Brasileiro entre os quatro primeiros colocados. "Temos de ter paciência, com foco e não tirar os pés do chão", ressalta o técnico, que, neste momento de retomada, aposta suas fichas em jogadores desconhecidos do grande público para fazer sucesso. Gente como Taianan, Paulo Matos, Alan e Serginho. "Vamos lutar para conquistar o título paranaense e buscar o acesso. Temos certeza que o Paraná vai ter um time competitivo nesta temporada", crava o volante Alan, ex-Mixto (MT).

O que poderia ser o grande diferencial do modesto conjunto paranista também já não existe mais. Seduzido por promessas de empresários, o talentoso garoto Kelvin decidiu não se reapresentar no início da pré-temporada, forçando a sua saída do Tricolor, assediado por grupos de empresários.

Companheiro de longa data do meia-atacante, o lateral-esquerdo Henrique não quer se envolver na polêmica. "Sobre o Kelvin você tem de perguntar para ele", avisa, logo de cara, sem prolongar o assunto. Mais relaxado, ele admite a falta que o parceiro fará, mas prefere projetar o futuro – do clube no caso. Diz acreditar até que, em nome da tradição, o Paraná tem sim condições de fazer frente à dupla Atletiba, reforçando a teoria do novato Alan. "Os reforços que estão chegando têm qualidade, são de alto nível. Por que não pensar no título?", diz o jogador. Está aí outra pergunta de difícil resposta. Pelo menos por enquanto.

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"Os reforços que estão chegando têm qualidade, são de alto nível. Por que não pensar no título?"

Henrique, lateral-esquerdo do Paraná. Ele é o único titular da temporada 2010 a permanecer no elenco paranista.

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